O site da marca Yeezy, de propriedade do cantor Kanye West, ficou fora do ar nesta terça-feira, 11 de fevereiro de 2024, após a venda de camisetas brancas com uma grande suástica preta estampada. O preço do item era de US$ 20 (aproximadamente R$ 115). A plataforma de e-commerce Shopify, que gerenciava as vendas, anunciou […]
O site da marca Yeezy, de propriedade do cantor Kanye West, ficou fora do ar nesta terça-feira, 11 de fevereiro de 2024, após a venda de camisetas brancas com uma grande suástica preta estampada. O preço do item era de US$ 20 (aproximadamente R$ 115). A plataforma de e-commerce Shopify, que gerenciava as vendas, anunciou que a marca violou seus termos, afirmando que o comerciante não participou de práticas comerciais autênticas.
A controvérsia começou após um anúncio de baixo orçamento veiculado durante o Super Bowl, no qual West, agora conhecido como Ye, promovia seu site e exibia uma prótese dentária com diamantes. O comercial, filmado em um iPhone, não levantou preocupações durante o processo de aprovação. Contudo, logo após a exibição, a única peça disponível na loja passou a ser a camiseta com a suástica.
Nos dias que antecederam o fechamento do site, West fez uma série de postagens polêmicas em sua conta no X (antigo Twitter), incluindo declarações antissemíticas e elogios a Hitler. Essas postagens resultaram na suspensão de sua conta e na decisão da agência de talentos 33&West de romper relações com ele. A repercussão negativa levou a um aumento de pedidos para que a Shopify retirasse a loja do ar.
A venda das camisetas gerou uma onda de reações nas redes sociais, com grupos como a CiberWell denunciando o aumento do discurso de ódio e a falta de controle nas plataformas digitais. A situação de West, marcada por polêmicas e declarações extremas, levanta questões sobre a liberdade de expressão e suas consequências nos Estados Unidos, onde o uso de símbolos ofensivos não é considerado crime, ao contrário do que ocorre em muitos outros países.
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