O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alertou sobre a necessidade de cautela em relação às medidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afetam o Brasil. Trump anunciou a imposição de tarifas recíprocas, mencionando especificamente o etanol brasileiro, mas não revelou a data de implementação. Haddad, em diálogo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, concluiu […]
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alertou sobre a necessidade de cautela em relação às medidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afetam o Brasil. Trump anunciou a imposição de tarifas recíprocas, mencionando especificamente o etanol brasileiro, mas não revelou a data de implementação. Haddad, em diálogo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, concluiu que o ideal é aguardar as definições, dada a forma como as medidas estão sendo apresentadas.
Haddad destacou que o Brasil teve um superávit de R$ 7 bilhões nas relações comerciais com os Estados Unidos, considerando bens e serviços. Ele argumentou que, diante desse cenário positivo, não seria prudente complicar uma relação que já funciona bem. Em 2023, as exportações brasileiras para os EUA somaram 36,9 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 213,4 bilhões), enquanto as importações totalizaram 38 bilhões de dólares (cerca de R$ 219,8 bilhões).
O comunicado da Casa Branca informa que os EUA aplicam uma tarifa de 2,5% sobre o etanol brasileiro, enquanto o Brasil impõe uma taxa de 18%. Em 2024, os Estados Unidos importaram mais de 200 milhões de dólares em etanol do Brasil, enquanto as exportações para o Brasil foram de apenas 52 milhões de dólares. Essa disparidade nas tarifas e volumes de comércio pode influenciar as futuras negociações entre os dois países.
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