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Motta sugere superpoderes a líderes partidários para indicar presidentes de comissões

- Hugo Motta propôs superpoderes a líderes partidários na Câmara dos Deputados. - Mudança no regimento pode eliminar eleições para presidentes de comissões. - Líderes poderão substituir presidentes a qualquer momento, gerando controvérsias. - Vice-presidente Altineu Côrtes defende a mudança para evitar discordâncias. - Críticas apontam que proposta é antidemocrática e centralizadora, como na gestão anterior.

Em uma reunião com lideranças partidárias nesta quinta-feira (13), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), propôs uma alteração no regimento interno que concederia superpoderes aos líderes partidários. A mudança permitiria que esses líderes centralizassem as indicações para a presidência das comissões permanentes, além de poderem substituir os indicados a qualquer momento do ano. Essa […]

Em uma reunião com lideranças partidárias nesta quinta-feira (13), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), propôs uma alteração no regimento interno que concederia superpoderes aos líderes partidários. A mudança permitiria que esses líderes centralizassem as indicações para a presidência das comissões permanentes, além de poderem substituir os indicados a qualquer momento do ano. Essa proposta visa eliminar as eleições para as presidências, evitando disputas internas e candidaturas avulsas.

Atualmente, os presidentes das comissões são eleitos e mantêm seus mandatos durante todo o ano legislativo. Com a nova regra, um líder poderia destituir um presidente de comissão se sua conduta não estivesse alinhada aos interesses do partido. Após a reunião, Motta confirmou que o tema será discutido em um novo encontro, uma vez que a proposta gerou divisões entre os líderes.

O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), defendeu a proposta, afirmando que a mudança é necessária para que os partidos possam agir caso um presidente de comissão trabalhe por interesses pessoais. Por outro lado, o líder do PDT, Mário Heringer (MG), criticou a medida, considerando-a um empoderamento desnecessário dos líderes e uma ameaça à autonomia dos presidentes de comissão.

Outras lideranças também expressaram preocupações sobre a proposta, classificando-a como antidemocrática e centralizadora. Esse tipo de comportamento já havia sido criticado durante a gestão do ex-presidente Arthur Lira (PP-AL) e, segundo essas vozes, estaria sendo repetido por Motta à frente da Mesa Diretora.

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