Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain (PSG), foi indiciado pelas autoridades francesas no dia 5 de fevereiro por cumplicidade em abuso de poder. A investigação envolve uma suposta compra de votos e violação da liberdade de voto relacionada a uma mudança na votação do fundo de investimento do Catar no conselho do Grupo Lagardère em […]
Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain (PSG), foi indiciado pelas autoridades francesas no dia 5 de fevereiro por cumplicidade em abuso de poder. A investigação envolve uma suposta compra de votos e violação da liberdade de voto relacionada a uma mudança na votação do fundo de investimento do Catar no conselho do Grupo Lagardère em 2018. A informação foi divulgada pela AFP e pela imprensa francesa.
O tribunal investiga se Al-Khelaifi utilizou sua influência para que o Qatar Investment Authority (QIA), então acionista majoritário do grupo, alterasse sua posição em uma disputa interna sobre governança. Em 2018, o grupo Lagardère enfrentava um conflito de poder entre Vincent Bolloré e Bernard Arnault, CEO da LVMH. A Qatar Holding LLC, subsidiária do QIA e principal acionista do PSG, inicialmente apoiou a Amber Capital, mas mudou seu voto em favor das resoluções de governança de Lagardère, levantando suspeitas de manipulação.
Além disso, segundo a RMC Sport, essa situação pode impactar o financiamento do PSG, com fontes do governo do Catar expressando descontentamento com os “abusos”. A Qatar Airways, principal patrocinadora do clube, está diretamente envolvida, assim como outras marcas do Catar, que agora aparecem nas camisas do PSG.
Esta não é a primeira vez que Al-Khelaifi enfrenta problemas legais. Ele já foi acusado de corrupção em investigações relacionadas às candidaturas do Catar para os Campeonatos Mundiais de Atletismo de 2017 e 2019. No entanto, em fevereiro de 2023, o Tribunal de Cassação anulou a investigação, alegando que os tribunais franceses não tinham competência para processá-lo.
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