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Polícia investiga mandante do assassinato de delator do PCC em comunidade do Rio

- O empresário Vinicius Gritzbach, delator do PCC, foi assassinado em novembro de 2024. - Emílio Carlos Gongorra Castilha, conhecido como João Cigarreiro, é o suspeito principal. - Cigarreiro, mesmo preso, coordenou ações do PCC em quatro estados via celular. - A operação da polícia resultou na prisão de 26 pessoas, incluindo policiais envolvidos. - Gritzbach e Cigarreiro tinham desavenças financeiras, ligadas a uma dívida de R$ 4 milhões.

A Polícia Civil investiga Emílio Carlos Gongorra Castilha, conhecido como João Cigarreiro, suspeito de ser o mandante do assassinato do empresário Vinicius Gritzbach. Cigarreiro estaria escondido na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, controlada pelo Comando Vermelho. Gritzbach, delator do PCC, foi executado a tiros no Aeroporto de Guarulhos […]

A Polícia Civil investiga Emílio Carlos Gongorra Castilha, conhecido como João Cigarreiro, suspeito de ser o mandante do assassinato do empresário Vinicius Gritzbach. Cigarreiro estaria escondido na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, controlada pelo Comando Vermelho. Gritzbach, delator do PCC, foi executado a tiros no Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024, após denunciar corrupção envolvendo membros da facção e policiais.

A operação para prender Cigarreiro resultou na emissão de 21 mandados de busca e apreensão, mas ele ainda não foi encontrado. A investigação revela que Cigarreiro e Gritzbach romperam relações após a morte de Ancelmo Santa Fausta, o “Cara Preta”, em 2021. Cigarreiro suspeitava que Gritzbach estivesse envolvido no crime para saldar uma dívida em criptomoedas.

Documentos do Ministério Público de São Paulo indicam que Cigarreiro, mesmo preso, chefiou ações do PCC em quatro estados, utilizando celulares para comandar atividades criminosas. Ele é acusado de lavagem de dinheiro e de movimentar mais de R$ 200 mil entre o tráfico do Rio e São Paulo. Entre 2008 e 2009, foram identificados R$ 700 mil em movimentações financeiras ligadas a empresas de fachada.

Gritzbach foi assassinado após alegar que Cigarreiro lhe emprestou R$ 4 milhões para investimentos em criptomoedas, mas não recebeu o retorno. O crime ocorreu em 8 de novembro, quando Gritzbach foi atingido por quatro disparos ao desembarcar. O veículo utilizado no ataque foi encontrado nas proximidades do aeroporto, contendo munição de fuzil e um colete à prova de balas. Além de Gritzbach, uma outra pessoa morreu e duas ficaram feridas durante o ataque.

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