O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, alterou o site do Monumento Nacional de Stonewall, em Nova York, removendo referências a pessoas transgênero. O acrônimo LGBTQ+ foi substituído por LGB, excluindo a menção a indivíduos trans. Essa mudança ocorre após um decreto que reconhece apenas dois sexos, masculino e feminino, e […]
O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, alterou o site do Monumento Nacional de Stonewall, em Nova York, removendo referências a pessoas transgênero. O acrônimo LGBTQ+ foi substituído por LGB, excluindo a menção a indivíduos trans. Essa mudança ocorre após um decreto que reconhece apenas dois sexos, masculino e feminino, e gerou protestos de ativistas no local, que é um símbolo da luta pelos direitos LGBTQIA+.
Os manifestantes, que se reuniram na sexta-feira, seguraram cartazes com frases como “Você não consegue soletrar história sem T”, enfatizando a importância das contribuições trans no movimento. Stacy Lentz, coproprietária do Stonewall Inn, afirmou que “não existe Orgulho sem que as pessoas trans liderem essa luta!”. A versão anterior do site mencionava a ilegalidade de viver abertamente como uma pessoa LGBTQ+, enquanto a nova versão exclui as referências a transgêneros.
O Serviço Nacional de Parques, responsável pelo site, justificou a alteração como uma forma de atender ao decreto de Trump, que visa “restaurar a verdade biológica no governo federal”. O Stonewall Inn e a Stonewall Inn Gives Back Initiative expressaram indignação, afirmando que a mudança distorce a história e desonra as contribuições de indivíduos transgêneros. A governadora de Nova York, Kathy Hochul, também criticou a alteração, chamando-a de “cruel e mesquinha”.
O Monumento Nacional de Stonewall, designado em 2016 pelo então presidente Barack Obama, é um marco da resistência LGBTQIA+, especialmente após a violenta batida policial em 1969 que deu origem ao movimento pelos direitos de liberdade sexual e identidade de gênero. Figuras proeminentes, como Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera, foram fundamentais nesse contexto, e suas contribuições são essenciais para a história do movimento, que culminou na celebração do mês do Orgulho em junho.
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