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Atentado contra ex-prefeito de Taboão é investigado como farsa de seu próprio grupo político

- O ex-prefeito de Taboão da Serra, José Aprigio, foi alvo de um atentado forjado. - Investigações revelaram que aliados de Aprigio planejaram o ataque para impulsionar sua candidatura. - O ex-prefeito pagou R$ 85 mil pelo fuzil usado na simulação do atentado. - A operação "Fato Oculto" resultou em prisões e apreensões de armas e dinheiro. - Aprigio e três secretários são investigados por associação criminosa e tentativa de homicídio.

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O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil investigam um atentado contra o ex-prefeito de Taboão da Serra, José Aprigio (Podemos), ocorrido em 18 de outubro de 2024, que pode ter sido forjado por seu próprio grupo político. As investigações apontam que aliados de Aprigio teriam planejado o ataque para alavancar sua candidatura […]

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil investigam um atentado contra o ex-prefeito de Taboão da Serra, José Aprigio (Podemos), ocorrido em 18 de outubro de 2024, que pode ter sido forjado por seu próprio grupo político. As investigações apontam que aliados de Aprigio teriam planejado o ataque para alavancar sua candidatura à reeleição, que estava em desvantagem nas pesquisas. O promotor Juliano Carvalho Atoji afirmou que não há provas diretas da participação do ex-prefeito, mas existem indícios que sugerem sua possível conivência.

O ataque, que resultou em Aprigio sendo ferido no ombro por um tiro de fuzil, foi realizado em um momento crítico da campanha eleitoral. O delegado Helio Bressan destacou que a reconstituição do caso revelou que o atentado pode ter sido uma simulação, com um pequeno grupo político envolvido na elaboração do plano. A operação Fato Oculto, deflagrada em 17 de fevereiro de 2024, resultou em mandados de busca e apreensão, além de prisões temporárias de suspeitos, incluindo três ex-secretários de Aprigio.

De acordo com informações de uma colaboração premiada, Aprigio pagou R$ 85 mil pelo fuzil utilizado no ataque e seus secretários estavam envolvidos em um esquema que previa R$ 500 mil para os atiradores. A estratégia visava criar comoção popular para favorecer a candidatura do ex-prefeito, que acabou derrotado no segundo turno por Engenheiro Daniel (União Brasil), que obteve 66,27% dos votos.

As investigações continuam, e a defesa de Aprigio nega qualquer envolvimento, afirmando que ele é uma vítima. O advogado do ex-prefeito reiterou a confiança nas autoridades e na busca pela verdade. As autoridades ainda não encontraram o fuzil utilizado no atentado, e a hipótese de que Aprigio foi alvo de um ataque real foi descartada. A situação permanece sob análise, com a possibilidade de novas prisões e desdobramentos nas investigações.

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