Terminou no último domingo, 16 de março de 2024, o prazo para que a ala privada da Eletrobras concluísse as negociações com a Advocacia Geral da União (AGU) sobre o poder de voto da União na empresa, mas não houve acordo. Nesta segunda-feira, 17, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, se reunirá às 15h30 […]
Terminou no último domingo, 16 de março de 2024, o prazo para que a ala privada da Eletrobras concluísse as negociações com a Advocacia Geral da União (AGU) sobre o poder de voto da União na empresa, mas não houve acordo. Nesta segunda-feira, 17, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, se reunirá às 15h30 com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a ministra da Gestão, Esther Dweck, e o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para discutir o tema. A expectativa é que a reunião seja tensa, com divergências entre os participantes.
Os ministros Fernando Haddad e Dweck se opõem ao acordo, considerando-o prejudicial ao erário público, enquanto Costa, Silveira e Messias buscam uma solução. Atualmente, o governo detém 40% das ações da Eletrobras, mas exerce voto como se possuísse apenas 10%. Caso o governo desista da ação e assuma as responsabilidades da Eletrobras na Eletronuclear, a ala privada concederia duas cadeiras adicionais no Conselho de Administração da companhia.
O prazo para as negociações foi estabelecido pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, e já foi renovado quatro vezes. A falta de um acordo pode complicar ainda mais a situação da Eletrobras, que enfrenta desafios financeiros e operacionais significativos. A pressão para encontrar uma solução viável aumenta à medida que o governo busca equilibrar interesses públicos e privados na gestão da empresa.
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