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Prefeitos do Maranhão ocultam informações à PF sobre emendas de deputado do PL

- A investigação sobre Josimar Maranhãozinho (PL-MA) envolve crimes como peculato. - Quatro municípios do Maranhão resistiram a fornecer dados à Polícia Federal. - A PF teve que ir presencialmente para coletar informações sobre contratos. - Maranhãozinho já foi indiciado por desvio de verbas e fraude em licitações. - Expectativa é que a PGR apresente denúncia após análise de documentos e perícias.

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Quatro municípios do Maranhão não forneceram informações à Polícia Federal (PF) sobre licitações e contratos relacionados a emendas do deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA). A PF só obteve respostas após visitas presenciais aos municípios, ocorridas no final do ano passado. O delegado Alessandro Silveira Furtado relatou ao STF que a influência política de Maranhãozinho dificultou a […]

Quatro municípios do Maranhão não forneceram informações à Polícia Federal (PF) sobre licitações e contratos relacionados a emendas do deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA). A PF só obteve respostas após visitas presenciais aos municípios, ocorridas no final do ano passado. O delegado Alessandro Silveira Furtado relatou ao STF que a influência política de Maranhãozinho dificultou a coleta de dados. O ministro Cristiano Zanin autorizou a conclusão das investigações, que tramitam sob sigilo, e a expectativa é que a Procuradoria Geral da República (PGR) apresente denúncia contra o deputado.

Entre os municípios que resistiram em fornecer informações está Zé Doca, governado pela sobrinha de Maranhãozinho, Flávia Cunha (PL). Os outros municípios são Maranhãozinho, Araguanã e Centro do Guilherme. Após a visita da PF, Zé Doca enviou a documentação solicitada, enquanto os demais pediram mais prazo. A PGR já havia solicitado perícias e investigações sobre os contratos, que somaram R$ 15 milhões em emendas em 2020, com foco nas áreas de saúde.

As investigações revelaram indícios de que as emendas de Maranhãozinho foram direcionadas a empresas ligadas a ele, com suspeitas de fraude a licitação e desvio de verbas. A PF identificou superfaturamento em contratos de R$ 3,1 milhões, com um sobrepreço de R$ 459 mil. Maranhãozinho já foi indiciado anteriormente por crimes relacionados a desvio de dinheiro e organização criminosa.

Além disso, Maranhãozinho e outros dois políticos do PL foram denunciados pela PGR por supostamente venderem emendas em troca de parte dos recursos. Essa denúncia será analisada pelo STF em breve, e os ministros decidirão se aceitam a acusação. A defesa de Maranhãozinho não se manifestou sobre as investigações, e tentativas de contato com os municípios não tiveram resposta até o fechamento desta matéria.

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