Minutos após a denúncia contra Jair Bolsonaro ser divulgada, o telefone do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, começou a tocar. Aliados o parabenizavam por não estar mencionado no documento, considerando que sua inclusão seria uma “grande injustiça”. Valdemar, que já havia sido indiciado pela Polícia Federal no inquérito sobre o golpe no final do […]
Minutos após a denúncia contra Jair Bolsonaro ser divulgada, o telefone do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, começou a tocar. Aliados o parabenizavam por não estar mencionado no documento, considerando que sua inclusão seria uma “grande injustiça”. Valdemar, que já havia sido indiciado pela Polícia Federal no inquérito sobre o golpe no final do ano passado, foi considerado ciente das articulações golpistas e contribuiu para a tentativa de desestabilização do processo eleitoral.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, chegou a uma conclusão diferente, decidindo poupar Valdemar e outros cinco indiciados. O presidente do PL é um conhecido da PGR e dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele já foi condenado no escândalo do mensalão, recebendo uma pena de sete anos e dez meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Em 2013, sua prisão foi decretada pelo STF, mas Valdemar permaneceu apenas onze meses encarcerado. A decisão de não indiciá-lo novamente levanta questões sobre sua influência e as relações que mantém com as autoridades judiciais. A situação reflete a complexidade do cenário político atual e as tensões entre os diferentes atores envolvidos.
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