Os apoiadores de Jair Bolsonaro, considerados moderados, expressaram preocupações sobre a influência da ala mais radical, que poderia levar o ex-presidente a tomar decisões extremas. Essa revelação foi feita por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, em delação premiada, cujo sigilo foi levantado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta […]
Os apoiadores de Jair Bolsonaro, considerados moderados, expressaram preocupações sobre a influência da ala mais radical, que poderia levar o ex-presidente a tomar decisões extremas. Essa revelação foi feita por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, em delação premiada, cujo sigilo foi levantado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta quarta-feira, 19 de fevereiro de 2024. Cid detalhou que, após as eleições de 2022, Bolsonaro começou a receber conselhos de diferentes grupos no Palácio da Alvorada.
Os apoiadores se dividiam em três categorias: conservadores, moderados e radicais. O grupo conservador aconselhava Bolsonaro a se posicionar como um líder da oposição e a orientar os manifestantes nos quartéis a voltarem para casa. Os moderados, por sua vez, reconheciam os abusos jurídicos no país, mas acreditavam que nada poderia ser feito em relação ao resultado eleitoral. Este grupo se subdividia em dois: um composto por generais da ativa próximos a Bolsonaro e outro que sugeria que ele deixasse o país.
A ala radical também se fragmentava em dois grupos. O primeiro, composto pelos “menos radicais”, buscava evidências de fraudes nas urnas e era o mais pressionado por Bolsonaro. Já a ala mais extrema defendia a ideia de um golpe de estado, acreditando que, ao assinar um decreto, o presidente contaria com o apoio popular e de grupos armados, conhecidos como CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores). Cid afirmou que esse grupo não era organizado, mas se reunia esporadicamente com Bolsonaro, refletindo a tensão interna entre os diferentes apoiadores.
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