O advogado Celso Vilardi, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou que solicitará ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Durante entrevista ao programa “Estúdio I”, da GloboNews, Vilardi afirmou que a defesa critica a condução do ministro Alexandre de Moraes, relator do […]
O advogado Celso Vilardi, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou que solicitará ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Durante entrevista ao programa “Estúdio I”, da GloboNews, Vilardi afirmou que a defesa critica a condução do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, alegando interferência indevida que comprometeria a validade do acordo de colaboração.
Vilardi comparou a situação atual com a Operação Lava Jato, ressaltando que várias condenações foram anuladas devido a irregularidades nas colaborações premiadas. Ele questionou a legitimidade da delação de Cid, que implicou Bolsonaro em uma suposta trama golpista, detalhando reuniões e estratégias para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. O conteúdo da delação foi utilizado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para embasar a denúncia formal apresentada ao STF.
Além do pedido de anulação da delação, a defesa de Bolsonaro pretende que o julgamento ocorra no plenário do STF, e não na Primeira Turma, que é responsável pela análise da denúncia. Vilardi argumentou que existe uma norma constitucional que prevê o julgamento de ex-presidentes no plenário, e a defesa sustentará que Bolsonaro não participou da trama golpista, considerando a denúncia da PGR inconsistente.
Na última terça-feira (18), a PGR apresentou uma denúncia formal contra Bolsonaro e outros 33 aliados, acusando-os de tentativa de golpe de Estado em 2022. A denúncia alega que o ex-presidente liderou uma organização criminosa com o objetivo de impedir a posse de Lula e permanecer no poder, além de mencionar um projeto autoritário e ações para fomentar a instabilidade institucional. Agora, cabe ao STF decidir sobre a aceitação da denúncia.
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