Os dois primeiros meses do governo de Donald Trump têm sido marcados por encontros com executivos de diversos setores, incluindo a saúde, que foi alvo de críticas durante sua campanha. Segundo o Wall Street Journal, empresários têm pago mais de um milhão de dólares para participar de jantares em seu complexo em Mar-a-Lago, na Flórida. […]
Os dois primeiros meses do governo de Donald Trump têm sido marcados por encontros com executivos de diversos setores, incluindo a saúde, que foi alvo de críticas durante sua campanha. Segundo o Wall Street Journal, empresários têm pago mais de um milhão de dólares para participar de jantares em seu complexo em Mar-a-Lago, na Flórida. O comitê de posse de Trump arrecadou cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,8 bilhões) com esses eventos, que têm atraído principalmente executivos do setor de saúde, preocupados com as políticas do novo secretário, Robert F. Kennedy Jr., crítico de vacinas e das relações com a indústria farmacêutica.
Durante os jantares, os executivos buscam influência e tentam evitar se tornarem alvos do governo. Kathryn Wylde, da Partnership for New York City, afirmou que “todo mundo que tem algum nome na área foi lá”, destacando o esforço proativo dos empresários. Trump tem demonstrado abertura para sugestões, como a proposta de eliminar empresas intermediárias que gerenciam medicamentos, uma ideia apresentada por Albert Boula, da Pfizer, que doou US$ 1 milhão (R$ 5,72 milhões) para o comitê de posse.
As empresas de saúde se comprometeram a melhorar processos criticados, como a autorização de tratamentos e a acessibilidade para idosos. Trump também ofereceu apoio a uma empresa que busca aprovação da Food and Drug Administration (FDA) para um novo produto. Em um dos encontros, ele questionou um executivo sobre os altos preços do sistema de saúde, sugerindo que os empresários se unissem para “consertar” a situação.
Além dos executivos da saúde, o complexo de Trump tem recebido grandes nomes do setor de tecnologia, como Bill Gates (Microsoft), Mark Zuckerberg (Meta) e Jeff Bezos (Amazon), que também participaram desses encontros. A interação com esses líderes reflete a estratégia de Trump de manter diálogo aberto com setores influentes, buscando apoio e soluções para questões críticas.
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