A possibilidade de Edinho Silva não assumir a presidência do PT, apesar de ser o candidato apoiado por Lula, está relacionada à continuidade de Gleide Andrade como tesoureira do partido. A mudança no estatuto, conhecida como “Emenda-Gleide”, permite a recondução dela ao cargo após três mandatos consecutivos, o que gerou desconforto entre os aliados de […]
A possibilidade de Edinho Silva não assumir a presidência do PT, apesar de ser o candidato apoiado por Lula, está relacionada à continuidade de Gleide Andrade como tesoureira do partido. A mudança no estatuto, conhecida como “Emenda-Gleide”, permite a recondução dela ao cargo após três mandatos consecutivos, o que gerou desconforto entre os aliados de Edinho. Durante um jantar recente, ele expressou sua insatisfação com a ideia de manter Gleide como candidata, buscando alguém de sua confiança para o cargo.
Em 2025, o PT deve receber R$ 140 milhões do fundo partidário, além de mais de R$ 500 milhões do fundo eleitoral no próximo ano. O tesoureiro é responsável pela gestão desses recursos, o que torna a escolha do cargo ainda mais estratégica. Nenhum presidente do partido abriria mão de indicar uma pessoa alinhada com suas diretrizes para essa posição crucial.
Embora Lula deseje que Edinho assuma a presidência do PT, ele também terá que intervir na situação envolvendo Gleide. A expectativa é que, nesta semana, ela seja anunciada para um cargo dentro do Palácio do Planalto, o que pode influenciar a dinâmica interna do partido e a escolha da nova liderança. A situação permanece em aberto, com desdobramentos que podem impactar a estrutura do PT nos próximos anos.
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