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Nunes apresenta ‘prisômetro’ em São Paulo e gera polêmica com a Defensoria Pública

- A Prefeitura de São Paulo lançou o "prisômetro", painel que contabiliza prisões. - O Smart Sampa já resultou em quase dois mil presos desde julho do ano passado. - A Defensoria Pública pediu a suspensão do uso de reconhecimento facial no Carnaval. - O prefeito Ricardo Nunes defende a eficácia da tecnologia na captura de foragidos. - Mudanças na Guarda Civil Metropolitana visam reforçar a segurança pública na cidade.

Nesta terça-feira, 25 de fevereiro de 2024, a Prefeitura de São Paulo lançou o “prisômetro”, um painel que exibe em tempo real o número de prisões realizadas na capital, utilizando o sistema Smart Sampa. Este sistema, que conta com cerca de 23 mil câmeras de segurança e tecnologia de reconhecimento facial, visa identificar suspeitos, foragidos […]

Nesta terça-feira, 25 de fevereiro de 2024, a Prefeitura de São Paulo lançou o “prisômetro”, um painel que exibe em tempo real o número de prisões realizadas na capital, utilizando o sistema Smart Sampa. Este sistema, que conta com cerca de 23 mil câmeras de segurança e tecnologia de reconhecimento facial, visa identificar suspeitos, foragidos e pessoas desaparecidas. O painel é inspirado no “impostômetro”, que contabiliza a arrecadação de impostos no Brasil. O lançamento ocorre após o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciar o uso da tecnologia nos blocos de carnaval, o que gerou críticas da Defensoria Pública.

Durante a inauguração, Nunes destacou que o prisômetro será atualizado com dados sobre prisões em flagrante, foragidos capturados e desaparecidos encontrados, com um total de 1.902 prisões desde o início do programa. O painel, instalado em frente ao Centro de Comando do Smart Sampa, também deverá incluir informações sobre veículos roubados. A tecnologia de reconhecimento facial é utilizada em 20 mil câmeras da prefeitura e em equipamentos privados que compartilham imagens com a gestão municipal.

A Defensoria Pública de São Paulo manifestou preocupações sobre o uso da tecnologia durante o carnaval, solicitando que a prefeitura não a utilize em manifestações pacíficas, argumentando que isso poderia expor os foliões a riscos. A defensora Fernanda Balera enfatizou a necessidade de garantir que as intervenções sejam feitas de maneira segura e com protocolos adequados. Nunes, por sua vez, defendeu o uso das câmeras como uma ferramenta eficaz para a segurança pública e criticou a posição da Defensoria.

Além do prisômetro, Nunes mencionou a proposta de renomear a Guarda Civil Metropolitana para Polícia Metropolitana ou Polícia Municipal, uma mudança que ainda precisa ser debatida na Câmara de Vereadores. O prefeito acredita que essa alteração, juntamente com o uso de tecnologias de monitoramento, ajudará a melhorar a segurança na cidade, especialmente em eventos de grande público como o carnaval.

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