Uma jaqueta semelhante àquelas usadas por agentes do Departamento de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE) tornou-se um dos produtos mais vendidos na Amazon. Fabricada pela marca The Goozler, a peça ocupa a primeira posição na categoria de jaquetas e casacos, com mais de duzentas unidades vendidas no último mês. Esse sucesso gerou […]
Uma jaqueta semelhante àquelas usadas por agentes do Departamento de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE) tornou-se um dos produtos mais vendidos na Amazon. Fabricada pela marca The Goozler, a peça ocupa a primeira posição na categoria de jaquetas e casacos, com mais de duzentas unidades vendidas no último mês. Esse sucesso gerou um intenso debate nas redes sociais sobre suas implicações e os riscos associados. Durante um evento da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), o apresentador Jason Selvig entrevistou um participante que usava a jaqueta. Ao ser questionado, o homem admitiu não ter ligação com a agência e revelou que a jaqueta custava $29,99. Ele comentou de forma sarcástica: “Se você quer um entretenimento, use isso e vá a um Home Depot em uma cidade santuário, como Washington, D.C., e verá muitos ilegais começando a correr”.
A resposta do entrevistado deixou Selvig desconfortável, que encerrou a entrevista afirmando que o homem era “uma das piores pessoas” que já havia visto no evento. Além disso, as avaliações de clientes que compraram a jaqueta destacam seu apoio à política de segurança de Trump, com um comprador afirmando: “Amamos apoiar os oficiais do ICE e a Patrulha de Fronteira. Eles ajudam a manter nossos cidadãos seguros”. Outro cliente mencionou que comprou a jaqueta como uma piada, mas a considerou “bastante eficaz”. Nas redes sociais, criadores de conteúdo expressaram preocupação com a venda desses produtos, questionando como isso é permitido e pedindo sua remoção. Além das jaquetas, também estão disponíveis outros itens relacionados ao ICE, como patches, bonés e camisetas, todos com a estética associada a agentes de imigração.
Esse fenômeno gerou grande preocupação na comunidade migrante sobre possíveis casos de impostores, que já ocorreram. Em 29 de janeiro, em Charleston County, Carolina do Sul, Sean-Michael Johnson, de 33 anos, foi preso e acusado de se passar por policial após parar um grupo de homens latinos na estrada. Segundo registros judiciais, Johnson “representou-se de forma ilegal como um agente do ICE e parou um veículo em movimento”. Outro caso similar ocorreu em 1º de fevereiro, em Filadélfia, onde três indivíduos foram presos no campus da Universidade Temple por se passarem por agentes do ICE, com dois deles usando camisetas com as inscrições “Polícia” e “ICE”. As autoridades emitiram alertas à comunidade sobre o aumento de casos de impostura do ICE e recomendam que as pessoas verifiquem a identificação de quem se apresenta como oficial, solicitando a exibição do crachá e credenciais oficiais antes de tomar qualquer ação.
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