Nesta quinta-feira, 27, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participarão do lançamento do edital para a construção do túnel Santos-Guarujá, um projeto estimado em R$ 6 bilhões. Este será o primeiro encontro entre os dois desde a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra […]
Nesta quinta-feira, 27, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participarão do lançamento do edital para a construção do túnel Santos-Guarujá, um projeto estimado em R$ 6 bilhões. Este será o primeiro encontro entre os dois desde a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, que é o padrinho político de Tarcísio. Enquanto o governador defende que a denúncia é um “revanchismo”, Lula critica a postura de Bolsonaro em relação às urnas eletrônicas.
A obra será realizada pelo governo paulista, com investimento compartilhado entre as esferas estadual e federal, além da iniciativa privada. A fiscalização do projeto foi atribuída ao governo de São Paulo pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na última quarta-feira, 22. O túnel, que será o primeiro imerso da América Latina, terá 860 metros de extensão e profundidade de 21 metros, com previsão de conclusão até 2028. Tarcísio expressou gratidão ao governo federal pela colaboração no projeto.
O túnel permitirá uma travessia de carro em aproximadamente um minuto e meio e também será acessível a pedestres e ciclistas, com expectativa de circulação diária de cerca de 150 mil pessoas. Embora Tarcísio tenha afirmado que buscará a reeleição para o Palácio dos Bandeirantes em 2024, seu nome continua sendo especulado nas pesquisas para a presidência, especialmente após a inelegibilidade de Bolsonaro.
Recentes pesquisas de intenção de voto mostram Lula com 41,1% e Tarcísio com 26,2% em um cenário de disputa. No entanto, em São Paulo, Tarcísio lidera com 54% contra 30% de Lula, e está numericamente à frente em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, dentro da margem de erro.
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