Malcolm X, uma figura multifacetada, teve uma vida marcada por diversas identidades, desde Malcolm Little, um estudante carismático, até El-Hajj Malik El-Shabazz, um líder muçulmano sunita. Ibram X. Kendi, autor do novo livro “Malcolm Lives!”, destaca que, se estivesse vivo em 2025, Malcolm reconheceria a crescente islamofobia e o aumento do nacionalismo branco nos Estados […]
Malcolm X, uma figura multifacetada, teve uma vida marcada por diversas identidades, desde Malcolm Little, um estudante carismático, até El-Hajj Malik El-Shabazz, um líder muçulmano sunita. Ibram X. Kendi, autor do novo livro “Malcolm Lives!”, destaca que, se estivesse vivo em 2025, Malcolm reconheceria a crescente islamofobia e o aumento do nacionalismo branco nos Estados Unidos. Kendi observa que a luta por diversidade e inclusão, agora ameaçada, ecoa a experiência de Malcolm em uma sociedade segregada.
Kendi, que se tornou uma voz influente após o assassinato de George Floyd, reflete sobre a ironia de sua trajetória. Ele foi um símbolo de otimismo racial, mas enfrentou uma reação negativa que resultou na proibição de seus livros em algumas escolas. O novo livro, que será lançado em maio de 2025, no centenário de Malcolm, busca revelar aspectos menos conhecidos de sua vida, como a brutalidade que sofreu na infância e suas correspondências pessoais.
O autor também aborda mitos sobre Malcolm, como a ideia de que ele era um ativista violento. Kendi esclarece que Malcolm defendia a autodefesa, mas não promovia a violência. Além disso, ele destaca a visão global de Malcolm sobre racismo e imperialismo, evidenciada por suas viagens e diálogos com líderes de várias partes do mundo. Kendi sugere que, se Malcolm tivesse sobrevivido, poderia ter formado uma aliança poderosa com Martin Luther King Jr., unindo diferentes facetas da experiência negra americana.
Por fim, Kendi reflete sobre o impacto de Malcolm em sua própria vida e no ativismo contemporâneo. Ele acredita que a mensagem de Malcolm sobre direitos humanos é crucial em um momento de desânimo entre os antirracistas. Kendi enfatiza que, apesar dos retrocessos, a luta contra o racismo é possível e necessária, pois a história mostra que ideias racistas podem ser desmanteladas.
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