Os ânimos estão tensos no governo argentino, especialmente para o assessor Santiago Caputo, figura influente após o presidente Javier Milei e sua irmã, Karina. No último sábado, Caputo perdeu a calma no Congresso e ameaçou o deputado Facundo Manes, que havia interrompido o discurso de Milei. Manes, um neurocirurgião renomado, planeja apresentar uma denúncia criminal […]
Os ânimos estão tensos no governo argentino, especialmente para o assessor Santiago Caputo, figura influente após o presidente Javier Milei e sua irmã, Karina. No último sábado, Caputo perdeu a calma no Congresso e ameaçou o deputado Facundo Manes, que havia interrompido o discurso de Milei. Manes, um neurocirurgião renomado, planeja apresentar uma denúncia criminal contra Caputo por “ameaças agravadas”.
Caputo, de 39 anos, é parte do “triângulo de ferro” do poder, embora não tenha um cargo formal. Ele é conhecido por controlar a SIDE, o serviço de inteligência do Estado, e a ARCA, a agência de arrecadação de impostos, o que lhe garante acesso a informações pessoais. Durante a abertura do ano legislativo, Milei fez um discurso em um Congresso com presença reduzida, devido ao boicote da oposição. Manes criticou o presidente por nomeações de juízes da Corte Suprema e questionou sua ligação com a criptomoeda $Libra, que se revelou uma fraude.
O clima esquentou quando Caputo, acompanhado de dois homens, confrontou Manes em um salão do Congresso, pressionando sua testa contra a do deputado e fazendo ameaças. A cena foi presenciada por jornalistas, enquanto os acompanhantes de Caputo tentavam esconder os celulares. Este não é o primeiro incidente envolvendo Caputo; há duas semanas, ele interrompeu uma entrevista de Milei, que tentava justificar seu apoio à $Libra.
Milei defendeu Caputo em uma entrevista, chamando-o de “mente brilhante” e minimizando a gravidade do incidente. Enquanto isso, Karina Milei, que coordena a estratégia do governo para as eleições legislativas de outubro, se afastou para um encontro de negócios no Canadá, evidenciando as tensões crescentes dentro do governo.
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