O debate sobre segurança pública se intensifica no Rio de Janeiro, especialmente com as eleições estaduais de 2026 se aproximando. O prefeito Eduardo Paes (PSD) e o governador Cláudio Castro (PL) enfrentam desafios relacionados à ADPF das Favelas, que estabelece requisitos para operações policiais. O PSB, que integra a gestão de Paes, foi responsável por […]
O debate sobre segurança pública se intensifica no Rio de Janeiro, especialmente com as eleições estaduais de 2026 se aproximando. O prefeito Eduardo Paes (PSD) e o governador Cláudio Castro (PL) enfrentam desafios relacionados à ADPF das Favelas, que estabelece requisitos para operações policiais. O PSB, que integra a gestão de Paes, foi responsável por levar a ação ao Supremo Tribunal Federal (STF), resultando em uma decisão que limita as incursões policiais, especialmente em contextos de pandemia.
Paes, que é um potencial candidato ao Palácio Guanabara, critica a ADPF, argumentando que ela serve como uma desculpa para o governo estadual evitar responsabilidades na segurança pública. Uma pesquisa da Genial/Quaest revela que 71% dos fluminenses consideram a violência o principal problema do estado. O ex-deputado Alessandro Molon, presidente do PSB, também é um possível candidato ao Senado e enfrenta a contradição de apoiar uma ação que pode ser usada contra ele em sua campanha.
Embora a ADPF tenha gerado restrições, operações policiais continuam a ocorrer no Rio. O governo estadual alega que a decisão do STF prejudica a “ostensividade” da polícia, exigindo justificativas excepcionais para ações em favelas. Paes, por sua vez, critica a utilização da ADPF como uma desculpa para a inação em áreas não-faveladas. O ex-adversário Marcelo Freixo, agora aliado, também se posicionou a favor da ADPF, mas sem mencionar Paes diretamente.
Castro, buscando não perder espaço na discussão sobre segurança, intensificou suas declarações e ações, criticando a postura dos defensores dos direitos humanos. No entanto, sua gestão enfrenta baixa avaliação e ele é visto como atuando isoladamente. Para tentar moldar a narrativa, o governo criou uma agência de notícias focada em segurança, publicando conteúdos que criticam leis penais e promovem o trabalho policial. A ADPF 635, ajuizada em 2020, exige que operações sejam justificadas e ocorram apenas em situações excepcionais, após uma operação letal no Complexo do Alemão durante a pandemia. Apesar das críticas, um estudo do MP-RJ indica que, entre 2021 e 2024, o número de operações aumentou, enquanto a letalidade diminuiu.
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