Claudia Sheinbaum, presidente do México, tem enfatizado sua estratégia de segurança como resposta às pressões dos Estados Unidos, que ameaçam impor tarifas se o país não intensificar o combate ao narcotráfico e à migração. Em coletiva, Sheinbaum apresentou dados da Oficina de Aduanas e Proteção Fronteriça dos EUA, indicando que as apreensões de fentanilo na […]
Claudia Sheinbaum, presidente do México, tem enfatizado sua estratégia de segurança como resposta às pressões dos Estados Unidos, que ameaçam impor tarifas se o país não intensificar o combate ao narcotráfico e à migração. Em coletiva, Sheinbaum apresentou dados da Oficina de Aduanas e Proteção Fronteriça dos EUA, indicando que as apreensões de fentanilo na fronteira caíram pela metade desde outubro, o que, segundo ela, demonstra a eficácia da colaboração com Washington. “Estamos incautando em México, evitando que passe do outro lado”, afirmou.
A presidente destacou que houve uma redução de 49,94% nas apreensões de fentanilo desde que ela assumiu o cargo, em outubro de 2024. O fentanilo, um opioide altamente perigoso, é um foco de preocupação para a Casa Branca, que atribui a culpa ao México e ao Canadá por sua suposta leniência. O presidente dos EUA, Donald Trump, frequentemente ameaça tarifas de 25% sobre produtos mexicanos e canadenses se as fronteiras não forem reforçadas contra drogas e imigração irregular.
Sheinbaum tem respondido a essas ameaças com ações concretas, como o envio de 10 mil soldados para a fronteira e a transferência de 29 líderes do narcotráfico para os EUA, incluindo figuras notórias como Rafael Caro Quintero. Desde o início da operação militar, foram realizadas 1.026 detenções e apreensões significativas de armas e drogas, incluindo 55,90 kg de fentanilo. As operações têm se concentrado em estados fronteiriços, mas a questão da migração permanece uma incógnita na estratégia da presidente.
Em suas declarações, Sheinbaum também abordou a responsabilidade dos EUA no tráfico de armas e na entrada de precursores de fentanilo. Ela ressaltou que a decisão sobre tarifas cabe a Trump, mas que o México tomará suas próprias decisões em resposta. A presidente continua a buscar um equilíbrio entre atender às demandas dos EUA e proteger os direitos humanos dos migrantes, embora a abordagem específica para a migração ainda não esteja clara.
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