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Venezuela solta 110 manifestantes e total de libertados ultrapassa 2 mil após protestos

- A Venezuela libertou 110 manifestantes, totalizando mais de 2 mil soltos. - O governo Maduro autorizou a entrada de um gerador na Embaixada da Argentina. - Mais de 2,4 mil pessoas foram presas durante os protestos, com 28 mortos. - Cristian Albornoz e Carlos Valecillos, libertados, enfrentaram graves problemas de saúde. - Oposição pede salvo-condutos para dirigentes asilados após quase um ano na embaixada.

Nesta segunda-feira, a Venezuela libertou 110 manifestantes que estavam presos desde os protestos desencadeados pela eleição do presidente Nicolás Maduro, em 28 de julho de 2023, acusada de fraude. O procurador-geral, Tarek Saab, informou que o total de detidos liberados ultrapassa 2 mil, parte de um compromisso do governo em soltar prisioneiros no contexto pós-eleitoral. […]

Nesta segunda-feira, a Venezuela libertou 110 manifestantes que estavam presos desde os protestos desencadeados pela eleição do presidente Nicolás Maduro, em 28 de julho de 2023, acusada de fraude. O procurador-geral, Tarek Saab, informou que o total de detidos liberados ultrapassa 2 mil, parte de um compromisso do governo em soltar prisioneiros no contexto pós-eleitoral. A oposição também anunciou que a Embaixada da Argentina em Caracas, sob a tutela do Brasil, recebeu autorização para receber um gerador elétrico, após mais de 100 dias sem energia.

As solturas ocorreram após um “processo de verificação”, segundo o Ministério Público, que destacou o compromisso com os direitos humanos. Organizações não governamentais (ONGs) relatam que mais de 2,4 mil pessoas foram presas durante os protestos, muitas sob acusações de terrorismo. A repressão resultou em 28 mortos e cerca de 200 feridos, além de quatro manifestantes que morreram sob custódia. Os libertados estão em liberdade condicional, incluindo Cristian Albornoz e Carlos Valecillos, que enfrentaram problemas de saúde mental durante a prisão.

Albornoz, diagnosticado com esquizofrenia antes da prisão, não recebeu tratamento adequado, enquanto Valecillos desenvolveu depressão grave, levando a uma tentativa de suicídio. Atualmente, há pelo menos 300 presos políticos aguardando libertação em Tocorón, Aragua. O governo anunciou que novas solturas devem ocorrer na próxima quarta-feira, mas não especificou quantas pessoas serão liberadas.

Além disso, o governo de Maduro permitiu que os cinco opositores asilados na embaixada argentina recebessem um novo gerador elétrico, após meses sem luz. Os asilados, colaboradores da líder da oposição María Corina Machado, relataram o colapso do serviço elétrico e pediram a emissão de salvo-condutos para deixar o país. A oposição reiterou a urgência desse pedido, após quase um ano de refúgio na embaixada, destacando a situação crítica enfrentada.

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