O partido Vox intensificou sua oposição ao feminismo em um evento realizado no Congresso dos Deputados, coincidentemente na semana do Dia Internacional da Mulher, 8 de março. O ato, promovido pela Associação Nacional de Ajuda a Vítimas de Violência Doméstica (Anavid), contou com a presença do vice-presidente da organização, Jesús Muñoz, que fez declarações polêmicas, […]
O partido Vox intensificou sua oposição ao feminismo em um evento realizado no Congresso dos Deputados, coincidentemente na semana do Dia Internacional da Mulher, 8 de março. O ato, promovido pela Associação Nacional de Ajuda a Vítimas de Violência Doméstica (Anavid), contou com a presença do vice-presidente da organização, Jesús Muñoz, que fez declarações polêmicas, comparando a luta feminista ao nazismo e chamando a atenção para o que considera uma “perseguição” às mães. O evento, intitulado “Abuelas silenciadas por el feminismo”, apresentou relatos de avós que alegam não poder ver seus netos devido a denúncias falsas.
Muñoz criticou 317 deputados, afirmando que eles “odiam como os nazistas odiavam os judeus”, e defendeu as mães que, segundo ele, são atacadas por um feminismo que considera “fratricida e cruel”. Ele também fez referência ao ditador Adolf Hitler, sugerindo que a ascensão do feminismo se assemelha à chegada do nazismo ao poder. Durante sua fala, ele expôs os 11 princípios de propaganda de Joseph Goebbels, associando-os a atitudes do feminismo, que, segundo ele, simplifica o inimigo e ataca não apenas homens, mas também mulheres que discordam da ideologia dominante.
A deputada Rocío Aguirre, também do Vox, reforçou a negação da violência de gênero, afirmando que “a violência é violência” e que a legislação atual é uma “estafa” que desperdiça recursos públicos. Ela criticou a inclusão de especialistas que, segundo ela, promovem conceitos que favorecem as mulheres em detrimento dos homens. Aguirre alegou que muitas mulheres usam a Lei de Violência de Gênero para prejudicar seus parceiros, desconsiderando os dados que indicam o impacto da violência vicária, que resultou em 53 mortes de menores desde 2013.
O evento culminou com depoimentos de mulheres que se sentem “desprotegidas” pelo feminismo e que contestaram a eficácia da Lei de Violência de Gênero. Elas afirmaram que a violência contra mulheres não é necessariamente motivada pelo fato de serem mulheres. A Anavid descreve em seu site o perfil de vítimas de violência doméstica como pessoas com “carências afetivas” e “tendências ao masoquismo”, o que levanta questões sobre a abordagem da organização em relação ao tema.
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