O Partido dos Trabalhadores (PT) registrou 2.949.507 filiados após a Campanha Nacional de Filiação, encerrada em 28 de fevereiro de 2025, conforme balanço da Secretaria Nacional de Organização (Sorg). Se confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PT poderá se tornar o partido com mais filiações no Brasil, superando o MDB, que atualmente possui 2.083.619 […]
O Partido dos Trabalhadores (PT) registrou 2.949.507 filiados após a Campanha Nacional de Filiação, encerrada em 28 de fevereiro de 2025, conforme balanço da Secretaria Nacional de Organização (Sorg). Se confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PT poderá se tornar o partido com mais filiações no Brasil, superando o MDB, que atualmente possui 2.083.619 filiações. Contudo, a situação é complexa, pois há uma disputa interna que pode levar à suspensão de muitas dessas filiações.
Dirigentes de diretórios municipais estão impugnando filiações, alegando que muitas foram realizadas em massa por pessoas interessadas em cargos nas eleições diretas de junho. Organizadores de eventos que facilitaram essas filiações afirmam que as impugnações visam preservar o status quo e evitar a renovação nas lideranças do partido. Entre as 341.315 novas filiações registradas, 9.815 foram contestadas, com destaque para os estados de Alagoas (3.386), Maranhão (3.276) e Bahia (1.496).
As capitais com mais impugnações são São Luís (2.144) e Maceió (1.876). No Maranhão, a Secretaria de Organização analisou impugnações e concordou com 808 delas, citando irregularidades como filiações em massa e falta de assinaturas. O presidente do Diretório estadual do PT no Maranhão, Francimar Melo, destacou a importância de uma análise criteriosa das filiações, afirmando que o partido está ativo e que as impugnações estão sendo avaliadas individualmente.
Melo enfatizou a necessidade de renovação no partido, mas com cautela em relação aos novos filiados. Ele afirmou que é essencial entender quem são esses novos quadros e qual será sua contribuição. O dirigente reconheceu que o PT já enfrenta essa realidade em processos de eleição interna, reiterando a importância de um cuidado na análise das novas filiações.
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