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Ingrid Guimarães pode processar American Airlines por downgrade em voo internacional

- Ingrid Guimarães denunciou abuso em voo da American Airlines por "downgrade". - Advogado Rodrigo Alvim vê grandes chances de ação por danos morais à atriz. - A prática de downgrade é legal, mas aplicada de forma abusiva neste caso. - A escolha de Ingrid para o downgrade foi alegadamente baseada em ser "mulher sozinha". - American Airlines se comprometeu a investigar e resolver a situação da passageira.

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Ingrid Guimarães pode ter grandes chances de ganhar uma ação por danos morais contra a American Airlines, segundo o advogado Rodrigo Alvim, especialista em direito do consumidor. A atriz denunciou um downgrade em um voo de Nova York para o Rio de Janeiro, onde foi obrigada a trocar de assento para a classe Econômica, mesmo […]

Ingrid Guimarães pode ter grandes chances de ganhar uma ação por danos morais contra a American Airlines, segundo o advogado Rodrigo Alvim, especialista em direito do consumidor. A atriz denunciou um downgrade em um voo de Nova York para o Rio de Janeiro, onde foi obrigada a trocar de assento para a classe Econômica, mesmo tendo adquirido passagem na classe Econômica Premium. O advogado explica que, embora o downgrade seja legal em casos de overbooking ou assentos inutilizáveis, a forma como foi aplicado neste caso configura abuso.

O downgrade ocorreu quando um passageiro da classe Executiva teve seu assento quebrado. Ingrid, que estava com seu assento funcionando, foi abordada de maneira agressiva e forçada a mudar de lugar. Alvim considera essa prática um absurdo, ressaltando que a companhia deveria ter realocado o passageiro da cadeira quebrada para outro voo, em vez de prejudicar uma passageira que não tinha relação com o problema.

O advogado aponta que a American Airlines violou quatro artigos do Código de Defesa do Consumidor, incluindo a responsabilidade por danos causados aos consumidores. Além disso, a atriz foi ameaçada de evacuar a aeronave caso não aceitasse o downgrade, o que Alvim classifica como uma ameaça vazia, já que a companhia não pode se dar ao luxo de atrasar o voo.

Ingrid questionou os critérios para a escolha do downgrade e recebeu como resposta que era uma “mulher viajando sozinha”, o que o advogado considera um abuso de autoridade. Ele destaca que a escolha de passageiros para downgrade deve ser aleatória, mas a companhia pode calcular o prejuízo, o que foi mal feito ao escolher uma pessoa famosa. A atriz já manifestou a intenção de processar a companhia, afirmando que “dinheiro nenhum paga a humilhação” que sofreu.

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