A Área de Preservação Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, será a primeira unidade de conservação do Brasil a adotar um novo modelo de concessão público-privada. Com 10,3 mil hectares disponíveis, a licitação ocorrerá na B3 no dia 28. O objetivo é restaurar a Floresta Amazônica e gerar emprego e renda por meio da venda […]
A Área de Preservação Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, será a primeira unidade de conservação do Brasil a adotar um novo modelo de concessão público-privada. Com 10,3 mil hectares disponíveis, a licitação ocorrerá na B3 no dia 28. O objetivo é restaurar a Floresta Amazônica e gerar emprego e renda por meio da venda de créditos de carbono. Este modelo inédito permitirá a exploração sustentável de madeira nativa e a geração de receitas com serviços ecossistêmicos, além de exigir investimentos nas comunidades locais.
O governador do Pará, Helder Barbalho, destacou a importância simbólica e prática da concessão, que visa recuperar uma área que foi grilada. Ele mencionou que a concessão deve movimentar R$ 1,5 bilhão, com a criação de 2 mil empregos em atividades relacionadas ao plantio e produção de mudas. O projeto também prevê a construção de infraestrutura social, como escolas e unidades de saúde, e estima-se que 3,7 milhões de toneladas de carbono serão sequestradas.
A concessão é um passo importante para a restauração da Amazônia em larga escala, segundo especialistas. Olavo Tatsuo Makiyama, da The Nature Conservancy (TNC), ressaltou que é essencial oferecer alternativas econômicas que substituam a economia do desmatamento. A iniciativa foi viabilizada por uma mudança na legislação de gestão de florestas públicas em 2023, permitindo concessões para restauração, além da exploração de madeira.
Além da Triunfo do Xingu, outras áreas desmatadas estão sendo consideradas para concessão, totalizando 20 mil hectares adicionais. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) está avaliando a possibilidade de financiar o projeto, que visa garantir a restauração e impedir o desmatamento. A TNC enfatiza que a parceria público-privada é crucial para criar um modelo financeiro sustentável que beneficie os pequenos produtores rurais da região.
Entre na conversa da comunidade