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PT denuncia Gustavo Gayer por ataques machistas contra Gleisi Hoffmann e Janja da Silva

- O PT denunciou Gustavo Gayer ao Conselho de Ética por ataques misóginos a Gleisi. - Gayer comparou Lula a um "cafetão", sexualizando a ministra em redes sociais. - Janja da Silva fechou seu Instagram devido a comentários odiosos e misóginos. - Ministras do governo defenderam Gleisi e Janja contra a violência política de gênero. - A situação destaca a crescente violência política contra mulheres na política brasileira.

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou uma denúncia no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), alegando quebra de decoro parlamentar. A ação, liderada pelo presidente interino do PT, senador Humberto Costa (PE), se baseia em ataques machistas e caluniosos direcionados à nova ministra das Relações Institucionais, Gleisi […]

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou uma denúncia no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), alegando quebra de decoro parlamentar. A ação, liderada pelo presidente interino do PT, senador Humberto Costa (PE), se baseia em ataques machistas e caluniosos direcionados à nova ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e a outros líderes políticos, incluindo o presidente Lula. Gayer fez insinuações ofensivas em redes sociais, comparando Lula a um “cafetão” e insinuando que Gleisi seria oferecida a outros políticos.

A denúncia destaca que Gayer questionou se Lindbergh Farias (RJ), marido de Gleisi, aceitaria a situação, referindo-se a Lula como um “cafetão” que oferece uma “garota de programa”. O PT argumenta que tais declarações representam uma violência política de gênero e um desrespeito à dignidade das mulheres no espaço político. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comentou que a situação está sendo avaliada e que palavras desmedidas prejudicam o país.

Em resposta aos ataques, a ministra Gleisi defendeu Lula, afirmando que ele é um líder que empodera mulheres e criticou os ataques que tem recebido, chamando-os de “canalhas”. A primeira-dama Janja da Silva também se tornou alvo de comentários misóginos, levando-a a restringir sua conta no Instagram. Sua assessoria destacou que a decisão foi tomada em razão de uma onda de ofensas nas redes sociais, que refletem um ambiente hostil.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, manifestaram apoio a Gleisi e Janja, condenando a misoginia e a violência política. Marina afirmou que os ataques são uma retaliação à nomeação de Gleisi e ressaltou a necessidade de respeitar a dignidade das pessoas nas redes sociais. Cida classificou o dia dos ataques como vergonhoso e pediu regulamentação das redes sociais para coibir abusos.

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