Na visita do comandante do Exército, general Tomás Paiva, ao ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, o foco foi em questões protocolares, como o estado de saúde do general e a situação de sua família. Braga Netto, que está preso há 88 dias em uma instalação militar no Rio, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República […]
Na visita do comandante do Exército, general Tomás Paiva, ao ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, o foco foi em questões protocolares, como o estado de saúde do general e a situação de sua família. Braga Netto, que está preso há 88 dias em uma instalação militar no Rio, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Lula. A visita, que durou 15 minutos, fez parte de uma rotina do comandante para verificar as condições dos detentos militares.
Apesar da formalidade do encontro, a relação entre Paiva e Braga Netto é tensa. Investigações da Polícia Federal revelaram que Braga Netto orientou ataques nas redes sociais contra Paiva e outros generais, considerados por ele como “esquerdistas”. Durante a visita, Paiva não abordou esses conflitos, considerando o tema um “não assunto”. A prisão preventiva de Braga Netto foi decretada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que alegou tentativa de obstrução da Justiça.
A longa duração das prisões preventivas tem gerado desconforto entre a cúpula das Forças Armadas, que observa o avanço das investigações. Braga Netto, por ser um general de quatro estrelas, não está em uma cela comum, mas em um cômodo com comodidades como ar-condicionado e banheiro exclusivo. A situação é vista com crescente insatisfação por aliados de Bolsonaro, que percebem uma tentativa da Força de “limpar” sua imagem diante das acusações.
A PGR denunciou 34 pessoas, das quais 24 são militares, o que intensificou a mágoa entre os apoiadores de Braga Netto em relação à cúpula do Exército. Eles acreditam que a instituição não reconhece sua omissão nas tramas golpistas e está mais preocupada em preservar sua reputação. Essa dinâmica reflete a complexidade das relações internas nas Forças Armadas em meio a um cenário de crise política.
Entre na conversa da comunidade