Após uma discussão com o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL), o padre Júlio Lancellotti criticou a gestão municipal em relação à população em situação de rua. O padre, que coordena a Pastoral do Povo da Rua, afirmou que a atuação da prefeitura é “insuficiente” e que não há respostas adequadas para melhorar as […]
Após uma discussão com o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL), o padre Júlio Lancellotti criticou a gestão municipal em relação à população em situação de rua. O padre, que coordena a Pastoral do Povo da Rua, afirmou que a atuação da prefeitura é “insuficiente” e que não há respostas adequadas para melhorar as condições de vida das pessoas vulneráveis. Em um vídeo, Lancellotti destacou as dificuldades enfrentadas por uma mulher transexual em situação de rua, incluindo problemas com documentação e violência.
Durante a visita do vice-prefeito ao bairro de Belém, na Zona Leste, a discussão entre os dois se intensificou. Lancellotti questionou a burocracia para conseguir fraldas necessárias a um homem em tratamento de câncer, ressaltando que “na prefeitura, a gente não consegue”. O padre também criticou a abordagem de Mello Araújo, que sugeriu que ele abrisse as portas da igreja para os moradores de rua, afirmando que quem recebe recursos públicos deve assumir essa responsabilidade.
O encontro ocorreu após o padre ter confrontado Araújo sobre comentários nas redes sociais, onde o vice-prefeito o acusou de “fazer um desserviço” ao supostamente contribuir para a concentração de usuários de drogas na região. Lancellotti expressou preocupação com o impacto das declarações de autoridades, que podem alimentar o ódio contra ele e a população de rua. O vice-prefeito, por sua vez, tentou justificar sua visita como parte de uma “missão de paz” e convidou Lancellotti para uma reunião em seu gabinete.
Após a repercussão do incidente, o padre afirmou que não houve bate-boca, mas sim uma divergência de opiniões sobre as violações dos direitos humanos em São Paulo. Mello Araújo compartilhou um balanço da ação no bairro, informando que nove pessoas foram encaminhadas para internação e outras para possibilidades de emprego. A situação evidencia a complexidade do atendimento à população em situação de rua e as tensões entre autoridades e defensores dos direitos humanos.
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