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Rep. de Samoa Americana pede abrir águas protegidas do Pacífico à pesca de atum

Representante de American Samoa propõe abrir grande área protegida do Pacífico à pesca de atum, acendendo debate entre economia local e conservação das espécies

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  • A representante de American Samoa, Amata Radewagen, pediu ao governo dos EUA que reabra a maior parte do Pacific Islands Heritage Marine National Monument para a pesca industrial de atum, em uma carta ao presidente Donald Trump de 23 de janeiro.
  • A proposta prevê permitir a pesca entre cinquenta e duzentas milhas náuticas das linhas de costa de ilhas e atolós, impactando as três maiores zonas do PIH que hoje chegam a duzentas milhas.
  • A medida reduziria a zona de proteção total do PIH em mais de oitenta por cento, o que alguns críticos veem como retorno aos benefícios econômicos da pesca, mas outros alertam para danos à biodiversidade e aos estoques de atum.
  • Parlamentares, cientistas e comunidades insulares divergem: defensores dizem que a área é crucial para a conservação de peixes migratórios e da fauna, enquanto críticos afirmam que as zonas protegidas ajudam a proteger espécies e o funcionamento dos ecossistemas.
  • Além da pesca, Radewagen também propõe zerar a oposição internacional a grandes áreas marinhas protegidas, incluindo possíveis saídas dos EUA de acordos internacionais sobre mares internacionais; as propostas enfrentam debates legais e evidências científicas.

O que aconteceu: a deputada de American Samoa, Amata Radewagen, enviou uma carta ao presidente Donald Trump solicitando a reabertura de boa parte do Pacific Islands Heritage Marine National Monument (PIH) para pesca industrial de atum, e pediu a reabertura de outros MPAs do Pacífico.

Quem está envolvido: Radewagen, que representa American Samoa, apoia a medida. Do lado contrário, integrantes da PIH Coalition e cientistas defendem a proteção das áreas. Também há apoio da American Tunaboat Association, representante de barcos pesqueiros com bandeira dos EUA.

Quando aconteceu: a carta foi enviada em 23 de janeiro. Um documento de apoio, apresentado pela mesma assessoria, detalha pedidos adicionais ao governo federal.

Onde ocorre: o PIH fica no Pacífico Central, ao redor de sete ilhas e atóis sob controle dos EUA, perto de American Samoa, com áreas que hoje operam sob rígidas restrições de pesca.

Por que importa: a proposta buscaria permitir pesca comercial entre 50 e 200 milhas náuticas das linhas de costa de ilhas e atóis, inclusive em zonas que hoje são de proteção rígida. O objetivo declarado é fortalecer a economia local e nos EUA diante de competição externa.

Desdobramentos e perspectivas: críticos afirmam que abrir o PIH prejudicaria a conservação e poderia impactar a biodiversidade e espécies migratórias. Pesquisadores destacam benefícios da proteção, como preservação de recifes, tartarugas e mamíferos marinhos.

Contexto científico e econômico: apoiadores da proteção ressaltam que MPAs grandes ajudam na abundância de peixes e no equilíbrio de ecossistemas, com ganhos indiretos para a indústria pesqueira. O setor de atunagem de American Samoa depende do cano de pesca na região.

Quem reage: membros da PIH Coalition criticam a proposta como inadequada, enquanto defensores apontam que o manejo atual é parte de um processo baseado em ciência. O debate inclui questões legais sobre o uso de áreas protegidas e poderes do presidente.

Conflito político e legal: a discussão envolve o papel do presidente sob o Antiquities Act, possíveis revisões de limites de MPAs e a participação de tribunais nas definições de proteção. A carta também sugere withdraw de um acordo internacional sobre áreas marítimas remotas.

Notas finais: a reportagem mantém o tom informativo, sem manifestações de opinião. As autoridades de governança ambiental federal não comentaram o assunto até o momento. As fontes oficiais citadas permanecem em avaliação das propostas apresentadas.

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