O governo brasileiro anunciou uma significativa redução no orçamento destinado às comunidades terapêuticas, que acolhem e tratam dependentes químicos. De acordo com o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, o valor alocado para essas instituições caiu de R$ 223,2 milhões em 2024 para R$ 177,7 milhões em 2025, resultando em um corte de aproximadamente R$ 45,5 milhões. […]
O governo brasileiro anunciou uma significativa redução no orçamento destinado às comunidades terapêuticas, que acolhem e tratam dependentes químicos. De acordo com o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, o valor alocado para essas instituições caiu de R$ 223,2 milhões em 2024 para R$ 177,7 milhões em 2025, resultando em um corte de aproximadamente R$ 45,5 milhões. Essa diminuição no orçamento, prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA), compromete o atendimento de 33 mil pessoas que dependem desses serviços.
Atualmente, das 585 comunidades terapêuticas habilitadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social, apenas 180 foram contratadas devido à falta de recursos, deixando 405 instituições sem financiamento. O custo mensal para acolher cada paciente adulto é de cerca de R$ 1.172, valor que cobre alimentação, hospedagem e cuidados terapêuticos. Para atender plenamente a demanda, seria necessário um investimento de R$ 421 milhões, quantia que supera o que o governo está disponibilizando.
A redução orçamentária contraria as metas do ministério, que visavam aumentar o número de acolhimentos até 2026. O vereador Guilherme Kilter (NOVO), de Curitiba, criticou a decisão do governo Lula, afirmando que “essas comunidades são fundamentais no tratamento e recuperação de pessoas que enfrentam problemas com drogas”. Ele destacou que o corte orçamentário coloca em risco a vida de milhares de pessoas e suas famílias.
Esse cenário levanta preocupações sobre a capacidade das comunidades terapêuticas de oferecer o tratamento adequado, especialmente em um momento em que a demanda por serviços de recuperação é crescente. A falta de recursos pode resultar em um aumento no número de pessoas sem acesso ao tratamento, o que agrava a situação da dependência química no país.
Entre na conversa da comunidade