A Polícia Federal concluiu que o ministro de segunda classe do Itamaraty, Pablo Cardoso, cometeu o crime de ameaça ao enviar um desenho de um “pênis com asas” em uma carta apócrifa ao diplomata Cristiano Ebner, chefe da Divisão de Saúde e Segurança do Servidor. O relatório da PF, assinado pelo delegado Thiago Peixe, foi […]
A Polícia Federal concluiu que o ministro de segunda classe do Itamaraty, Pablo Cardoso, cometeu o crime de ameaça ao enviar um desenho de um “pênis com asas” em uma carta apócrifa ao diplomata Cristiano Ebner, chefe da Divisão de Saúde e Segurança do Servidor. O relatório da PF, assinado pelo delegado Thiago Peixe, foi obtido em setembro e o caso foi arquivado em outubro. A investigação começou após Ebner relatar que recebeu uma correspondência de uma fictícia “Fundação Kresus”, que continha a ilustração ofensiva.
Os investigadores descobriram que a carta foi postada em uma agência dos Correios em Brasília, e identificaram um servidor da Eletronorte como o remetente. Este servidor negou ser o autor do desenho e alegou não se lembrar do destinatário. No entanto, a PF considerou sua versão inconsistente, especialmente após Ebner informar que Pablo admitiu ser o autor da “brincadeira”. O diplomata, que reside em Lisboa, reconheceu a infantilidade do ato e pediu desculpas.
Durante seu depoimento, Pablo confirmou ter desenhado a ilustração em 2010 ou 2011 e explicou que um amigo lhe pediu para enviar o desenho. Ele afirmou ter um “certo dom artístico” e que já havia enviado desenhos semelhantes a outros colegas. O delegado concluiu que a ação de Pablo, ao usar um terceiro para enviar a carta e incluir informações falsas, configurava o crime de ameaça, embora o caso tenha sido considerado de menor potencial ofensivo, com pena máxima de seis meses de detenção.
O caso foi arquivado pela Justiça em 16 de outubro, por falta de elementos para a consumação do delito. No âmbito do Itamaraty, Pablo assinou um Termo de Ajustamento de Conduta, comprometendo-se a manter um comportamento adequado ao seu cargo por 24 meses, evitando um processo administrativo disciplinar. Recentemente, ele foi designado para chefiar a embaixada em Guiné-Bissau, aguardando aprovação no Senado. Em resposta, Pablo afirmou que não há procedimentos em andamento contra ele e que o caso foi arquivado sem penalidades disciplinares.
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