Paetongtarn Shinawatra, primeira-ministra da Tailândia, superou uma votação de desconfiança realizada hoje, recebendo o apoio de 319 dos 488 legisladores presentes. A oposição, representada pelo Partido do Povo, a acusou de falta de qualificação e de permitir que seu pai, Thaksin Shinawatra, exercesse influência em sua administração. Thaksin foi primeiro-ministro de 2001 a 2006 e […]
Paetongtarn Shinawatra, primeira-ministra da Tailândia, superou uma votação de desconfiança realizada hoje, recebendo o apoio de 319 dos 488 legisladores presentes. A oposição, representada pelo Partido do Povo, a acusou de falta de qualificação e de permitir que seu pai, Thaksin Shinawatra, exercesse influência em sua administração. Thaksin foi primeiro-ministro de 2001 a 2006 e é uma figura controversa na política tailandesa.
Durante o debate de censura, os parlamentares da oposição questionaram o conhecimento da primeira-ministra e alegaram que ela evitava responder a perguntas da imprensa. Além disso, foram levantadas críticas sobre sua gestão em áreas como economia e segurança nacional, incluindo acusações de evasão fiscal. Apesar das críticas, análises anteriores indicavam que a oposição não possuía votos suficientes para destituí-la.
A confiança pública no governo de Paetongtarn tem sido baixa, com uma pesquisa realizada em fevereiro mostrando que apenas 45,12% dos entrevistados estavam satisfeitos com seus primeiros seis meses no cargo. A capacidade do governo de resolver problemas nacionais foi avaliada ainda mais negativamente, com apenas 38,55% de aprovação. Em termos econômicos, o crescimento do PIB da Tailândia para 2024 foi projetado em 2,5%, o mais baixo entre os países do ASEAN-6.
Além disso, o índice SET da Tailândia caiu mais de 15% até o momento neste ano, refletindo a instabilidade econômica. A situação atual sugere um desafio significativo para a primeira-ministra, que enfrenta não apenas a oposição política, mas também a insatisfação crescente da população em relação à sua administração.
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