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STF retoma julgamento sobre perda de bens de ex-executivos da Odebrecht na Lava Jato

STF reanalisará recursos de ex-executivos da Odebrecht sobre perda de bens; julgamento presencial acontece hoje após pedido de destaque.

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O Supremo Tribunal Federal vai analisar hoje seis recursos de ex-executivos do Grupo Odebrecht. Eles estão contestando uma decisão que determina a perda imediata de bens, como dinheiro em contas no exterior, imóveis e obras de arte. Os advogados argumentam que essa perda deve acontecer apenas após uma condenação definitiva.

Esses ex-executivos firmaram acordos de colaboração com o Ministério Público em 2017, que incluíam a perda de bens como parte das penalidades. Esses acordos foram aprovados pela então presidente do STF, Cármen Lúcia. Antes, os recursos estavam sendo discutidos em sessões virtuais, mas um pedido do ministro Dias Toffoli fez com que o julgamento fosse presencial.

Até agora, o relator Edson Fachin contava com o apoio de outros ministros que queriam manter a perda imediata dos bens. No entanto, Gilmar Mendes e Dias Toffoli defendem que a perda só deve ocorrer após uma condenação final. O ministro Cristiano Zanin não participará do julgamento. Com a mudança para o julgamento presencial, os votos anteriores foram zerados, permitindo que novas discussões ocorram. A decisão do STF pode afetar como a perda de bens é tratada em casos de corrupção.

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciará a análise de seis recursos interpostos por ex-executivos do Grupo Odebrecht, contestando decisões do relator dos processos da Operação Lava-Jato, o ministro Edson Fachin. O julgamento, agendado para hoje às 14h, abordará a perda imediata de bens, que inclui valores em contas no exterior, imóveis e obras de arte. As defesas argumentam que a renúncia de bens deve ocorrer apenas após uma condenação criminal definitiva.

Os acordos de colaboração premiada, firmados em 2017 com o Ministério Público Federal (MPF), preveem a chamada pena de “perdimento de bens”. Esses acordos foram homologados pela então presidente do STF, a ministra Cármen Lúcia. Anteriormente, os recursos estavam sendo discutidos em sessões virtuais, mas um pedido de destaque do ministro Dias Toffoli levou a análise para um julgamento presencial.

Até o momento, Fachin contava com o apoio dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia, que votaram pela manutenção da perda imediata dos bens. Em contrapartida, o ministro Gilmar Mendes e Dias Toffoli defenderam que a perda dos bens ocorra somente após a condenação definitiva dos colaboradores. O ministro Cristiano Zanin se declarou impedido de participar do julgamento.

Com o destaque de Toffoli, os votos anteriores foram zerados, permitindo que sejam mantidos ou reapresentados na nova discussão. A decisão do STF poderá ter um impacto significativo sobre os acordos de colaboração premiada e a forma como a perda de bens é tratada em casos de corrupção.

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