Durante o seminário “COP30 Amazônia”, a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris foi um tema importante. Especialistas mostraram preocupação, já que os EUA são o segundo maior emissor de gases do efeito estufa. No entanto, alguns veem isso como uma chance de negócios, pois outros países ainda estão comprometidos com a agenda climática. O ex-presidente Donald Trump justificou a retirada, dizendo que os EUA não iriam prejudicar sua indústria, enquanto a China continuaria poluindo. Dados mostram que a emissão de carbono por pessoa nos EUA é o dobro da da China. Ana Toni, do Ministério do Meio Ambiente, destacou que empresas americanas estão interessadas na COP30 e que a cooperação internacional é essencial para combater a mudança climática.
O governador do Pará, Helder Barbalho, falou sobre a importância de fortalecer laços com estados americanos, como Texas e Califórnia, que têm suas próprias agendas climáticas. Ele também mencionou a necessidade de se conectar com a China, a União Europeia e países emergentes. Uma analista do Centro Brasileiro de Relações Internacionais apontou que a saída dos EUA pode abrir novas oportunidades comerciais para o Brasil, especialmente com países da Ásia, África e Oriente Médio. O professor Paulo Artaxo, da USP, alertou que, apesar do potencial do Brasil para liderar a agenda climática, o país enfrenta desafios devido à sua dependência do agronegócio e da energia hidrelétrica, tornando-o vulnerável às mudanças climáticas.
Durante o seminário “COP30 Amazônia”, a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris foi um dos temas centrais discutidos. Especialistas expressaram preocupação com os impactos dessa decisão, uma vez que os EUA são o segundo maior emissor de gases do efeito estufa, atrás apenas da China. No entanto, alguns veem essa situação como uma oportunidade de negócios, já que os demais países continuam comprometidos com a agenda climática.
O ex-presidente Donald Trump justificou a retirada, afirmando que os EUA não iriam “sabotear” sua indústria nacional, enquanto a China continuaria poluindo. Dados do World Resources Institute mostram que a emissão de carbono por pessoa nos EUA é duas vezes maior que a da China. Apesar da postura do governo americano, a secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni, destacou o interesse de empresas americanas na COP30, ressaltando que “para combater a mudança do clima, não tem outra saída a não ser de maneira internacional”.
O governador do Pará, Helder Barbalho, enfatizou a importância de fortalecer relações com estados americanos, como Texas e Califórnia, que têm agendas climáticas. Ele também mencionou a necessidade de estreitar laços com a China e a União Europeia, além de países emergentes. A analista do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) apontou que a saída dos EUA abre novas oportunidades comerciais para o Brasil, especialmente com nações da Ásia, África e Oriente Médio.
Por fim, o professor Paulo Artaxo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, alertou que, apesar do potencial do Brasil para liderar a agenda climática, o país enfrenta desafios estruturais. A dependência do agronegócio e da matriz energética baseada em hidrelétricas torna o Brasil vulnerável às mudanças climáticas. Ele afirmou que “o clima já mudou e vai continuar mudando”, destacando a necessidade de uma abordagem mais robusta para enfrentar esses desafios.
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