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Escândalo dos relógios de Dina Boluarte é arquivado pelo Congresso peruano após polêmica

Dina Boluarte escapa de denúncia por corrupção após arquivamento no Congresso, gerando polêmica sobre a interpretação da lei.

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A presidenta do Peru, Dina Boluarte, se envolveu em um escândalo por não declarar vários relógios de luxo, incluindo Rolex, que usou em eventos oficiais. Isso gerou uma crise de popularidade e uma denúncia de corrupção. Recentemente, a Subcomissão de Acusaciones Constitucionales do Congresso decidiu arquivar a denúncia, afirmando que um chefe de Estado só pode ser processado por traição ou obstrução do governo. A decisão teve dez votos a favor e gerou críticas, pois muitos acreditam que a interpretação da lei foi arbitrária. O jornalista que revelou o caso, Ernesto Cabral, destacou que o Congresso teve posturas diferentes em situações anteriores. A denúncia original alegava que Boluarte recebeu os relógios em troca de favores administrativos. A parlamentar que liderou o arquivamento sugeriu que o ex-fiscal que fez a denúncia poderia ser responsabilizado por uso político de suas funções. A sensação de impunidade continua entre os críticos.

A presidenta do Peru, Dina Boluarte, enfrentou um escândalo envolvendo relógios de alta gama que não foram declarados, o que resultou em uma crise de aprovação pública. Em março de 2024, o podcast La Encerrona revelou que Boluarte usou diversos Rolex em eventos oficiais, levantando suspeitas sobre a origem das joias.

Após uma denúncia constitucional por corrupção, a Subcomissão de Acusaciones Constitucionales do Congresso decidiu arquivar o caso, alegando que um chefe de Estado só pode ser processado por traição ou obstrução do governo. A decisão foi aprovada com dez votos a favor, seis contra e duas abstenções, gerando críticas sobre a interpretação da lei.

Ernesto Cabral, o jornalista que expôs o caso, afirmou que a decisão do Congresso representa uma interpretação arbitrária do artigo 117 da Constituição. Ele destacou que, em casos anteriores, o mesmo Congresso teve posturas diferentes, como na inabilitação da ex-fiscal Zoraida Ávalos por não investigar o ex-presidente Pedro Castillo.

A denúncia formalizada pelo então fiscal de nação, Juan Carlos Villena, alegava que Boluarte recebeu os relógios em troca de favores administrativos. A parlamentar Nilza Chacón, responsável pelo arquivamento, sugeriu que o ex-fiscal poderia ser denunciado por uso político de suas atribuições. A sensação de impunidade persiste entre os críticos da decisão.

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