O ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins, poderá assistir ao julgamento sobre sua suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado em 2022. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou sua presença nas sessões que ocorrerão nos dias 22 e 23. Martins é um dos 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República e está sob medidas cautelares desde agosto de 2024, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acessar redes sociais. Durante um julgamento anterior, o advogado de Martins foi detido por desacato. Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal e também denunciado, decidiu não comparecer ao julgamento para evitar problemas com as medidas cautelares. Martins deve informar ao STF onde ficará hospedado e retornar a Ponta Grossa após as sessões. A Procuradoria acusa o grupo de tentar desestabilizar a democracia em 2022.
Ex-assessor de Bolsonaro poderá acompanhar julgamento por suspeita de golpe
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-assessor presidencial Filipe Martins a acompanhar o julgamento da denúncia por suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado em 2022. A decisão permite que Martins esteja presente na sessão da Primeira Turma, nos dias 22 e 23.
Filipe Martins é um dos 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso, que investiga o chamado “núcleo 2” da trama golpista. Ele está sob medidas cautelares desde agosto de 2024, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acesso às redes sociais.
Advogado foi detido em julgamento anterior
No dia 25 de março, durante o julgamento do primeiro núcleo da trama, o advogado Sebastião Coelho, representante de Martins, foi detido por desacato e posteriormente liberado. O episódio ocorreu após o defensor ter sido barrado na entrada do plenário e proferido palavras de ordem.
Ex-diretor da PRF desistiu de comparecer
Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e também denunciado no caso, desistiu de acompanhar presencialmente o julgamento. A defesa de Vasques justificou a decisão para evitar o descumprimento das medidas cautelares a que está sujeito.
Martins deverá informar ao STF o local de sua hospedagem e retornar à cidade de Ponta Grossa logo após o término da sessão. A PGR acusa o grupo de envolvimento em ações para desestabilizar o processo democrático em 2022.
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