O psicanalista Paulo Sternick se preocupa ao perceber que tem a mesma idade que Donald Trump. Ele compara sua trajetória, que valoriza a escuta e a flexibilidade, com a rigidez de Trump, notando que há uma tendência de justificar regimes autoritários. Sternick menciona a história de sua mãe, uma imigrante ucraniana que mudou de opinião política, mas que nunca apoiaria ações como a invasão da Ucrânia ou os eventos de 8 de Janeiro nos Estados Unidos. Ele cita uma entrevista que descreve Trump como um “velho mal-humorado” que tenta impor suas ideias, e embora discorde do etarismo, reconhece que o caráter de Trump pode ter piorado com o tempo. Sternick admite que, em momentos de indignação com a desigualdade no Brasil, também se sentiu rígido, mas nunca se deixou levar por discussões acaloradas com apoiadores de Bolsonaro ou Putin. Ele observa com preocupação que pessoas inteligentes estão justificando regimes autoritários, acreditando que a democracia é impotente. Para ele, líderes como Trump são admirados por desafiarem as leis e se colocarem acima das regras. Sternick conclui que a busca por soluções autoritárias reflete um desejo de encontrar heróis que resolvam problemas complexos sem limites.
Psicanalista reflete sobre idade, política e a ascensão de regimes autoritários
O psicanalista Paulo Sternick expressa preocupação ao constatar que atingiu a mesma idade do ex-presidente americano Donald Trump. Em artigo, ele traça um paralelo entre sua trajetória profissional, focada na flexibilidade e escuta atenta, e a rigidez de Trump, notando uma tendência crescente em justificar regimes autoritários.
Sternick recorda a trajetória de sua mãe, uma imigrante ucraniana que migrou da esquerda para a direita, mas que jamais apoiaria atos como o do 8 de Janeiro ou a invasão da Ucrânia por Vladimir Putin. A experiência materna o fez refletir sobre a importância da flexibilidade e da compreensão.
O autor cita uma entrevista do jornalista Binyamin Appelbaum, do *New York Times*, que descreve Trump como um “velho mal-humorado” determinado a impor suas convicções. Embora discorde do etarismo presente na análise, Sternick reconhece que o caráter de Trump pode ter se exacerbado com o tempo.
Preocupação com a justificativa de regimes autoritários
Sternick admite ter, em momentos de indignação com a desigualdade brasileira, se sentido rígido em suas opiniões. Contudo, ressalta que nunca se deixou levar por fervorosas discussões políticas, especialmente com apoiadores de Bolsonaro ou de Putin.
O psicanalista observa com preocupação a tendência de pessoas sensatas e inteligentes a justificar regimes autoritários, endossando o injustificável sob a justificativa da impotência da democracia. Líderes como Trump são admirados por desafiarem as leis e se colocarem acima dos limites humanos.
Sternick conclui que a busca por soluções autoritárias reflete um desejo de onipotência, uma tentativa de encontrar heróis capazes de resolver problemas complexos sem se submeterem às restrições da condição humana.
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