As eleições federais no Canadá, marcadas para 28 de abril, estão focadas em questões econômicas, ao contrário do que aconteceu em 2021, quando o clima era o tema principal. Os candidatos Mark Carney, do Partido Liberal, e Pierre Poilievre, do Partido Conservador, têm propostas diferentes para o setor de energia. Carney quer transformar o Canadá em uma potência energética, enquanto Poilievre defende o fortalecimento da indústria de petróleo e gás e a eliminação do imposto sobre carbono. A revogação desse imposto por Carney gerou críticas, pois muitos acreditam que isso reforça a ideia de que políticas climáticas são caras. Pesquisas mostram que a preocupação com o clima diminuiu entre os canadenses, que agora se preocupam mais com a economia, especialmente com o aumento dos preços. A relação do Canadá com os Estados Unidos, que é o principal comprador de petróleo canadense, é importante, e Carney destacou que os oleodutos são uma questão de segurança nacional. Apesar de os impactos das mudanças climáticas estarem sendo sentidos, ambos os candidatos ainda veem um papel significativo para os combustíveis fósseis na economia. O líder do Bloco Québécois criticou Carney e Poilievre, acusando-os de ignorar a mudança climática, enquanto o Canadá se comprometeu a reduzir suas emissões de carbono em 40-45% até 2030, mas até agora a redução foi de apenas 8,5%.
Eleições no Canadá priorizam economia, ofuscando debate climático
As eleições federais canadenses, marcadas para 28 de abril, estão sendo dominadas por questões econômicas, em contraste com o foco ambiental de 2021. Os principais candidatos, Mark Carney e Pierre Poilievre, apresentam propostas distintas para o setor energético.
Liberal promete “superpotência” energética, enquanto conservador defende setor de combustíveis fósseis
Mark Carney, líder do Partido Liberal, propõe transformar o Canadá em uma “superpotência” global em energia, tanto convencional quanto verde. Já Pierre Poilievre, do Partido Conservador, busca fortalecer o setor de petróleo e gás e eliminar o imposto sobre carbono.
Mudança de foco em relação a 2021
Em 2021, o consenso entre os partidos era a transição para uma economia verde, com uma lei de emissões líquidas zero aprovada em junho daquele ano. Essa unidade desapareceu, com Carney revogando o imposto sobre o carbono como sua primeira ação como primeiro-ministro.
Decisão de Carney gera debate
A revogação do imposto, introduzido em 2019, foi criticada por Catherine Abreu, diretora do International Climate Politics Hub, que afirmou que a medida reforça a narrativa de que políticas climáticas são custosas. Outros consideram a decisão um movimento político inteligente.
Preocupações econômicas superam o clima
Pesquisas de opinião indicam que, desde o final de 2023, a preocupação dos canadenses com o clima diminuiu, dando lugar a questões como o aumento dos preços, energia e moradia. A guerra na Ucrânia também destacou a importância dos recursos naturais do Canadá.
Dependência dos EUA e busca por novos mercados
A relação com os Estados Unidos, principal comprador de petróleo canadense, é um ponto crucial. Carney alertou que os oleodutos são um problema de segurança nacional, revivendo o interesse em projetos para exportar energia para mercados ultramarinos.
Impacto das mudanças climáticas já é sentido
O Insurance Bureau of Canada registrou perdas seguradas relacionadas ao clima de C$ 8,5 bilhões em 2024, triplicando o valor de 2023. Apesar disso, ambos os candidatos defendem um papel importante para os combustíveis fósseis na economia canadense.
Bloco Québécois critica propostas
Yves-François Blanchet, líder do Bloco Québécois, acusou Carney e Poilievre de “negação da mudança climática”, afirmando que suas propostas são “contos de fadas”. O Canadá prometeu reduzir as emissões de carbono em 40-45% até 2030, mas, em 2023, a redução foi de apenas 8,5%.
Entre na conversa da comunidade