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Comissão da Câmara define relator para proposta que suspende ação penal contra Ramagem

Deputados se mobilizam para suspender ação penal contra Alexandre Ramagem, réu no STF por suposta participação em golpe de 2022.

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O deputado federal Alexandre Ramagem, que é réu no Supremo Tribunal Federal por suposta participação em um esquema golpista em 2022, teve sua ação penal analisada na Câmara dos Deputados. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Paulo Azi, designou o deputado Alfredo Gaspar como relator da proposta que busca suspender essa ação. Para que a proposta avance, são necessários 257 votos favoráveis entre os 513 deputados. Gaspar, que é advogado e ex-promotor, reconheceu a importância política do tema e se posiciona a favor da urgência de um projeto de anistia para os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. A proposta se baseia em uma emenda constitucional que permite a interrupção de ações penais contra congressistas. A Procuradoria-Geral da República denunciou Ramagem, alegando que ele tentou desacreditar o sistema de votação e espalhou notícias falsas em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A análise da proposta na comissão terá um prazo de 45 dias e, se aprovada, poderá beneficiar outros réus.

Deputado Alexandre Ramagem tem ação penal suspensa analisada na Câmara

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Paulo Azi (União-BA), designou o deputado Alfredo Gaspar (AL) como relator da proposta que visa suspender a ação penal contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Ramagem é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação em esquema golpista de 2022.

Gaspar, advogado e ex-promotor de Justiça, integra a ala bolsonarista do União Brasil e exerce seu primeiro mandato na Câmara. Antes, foi secretário de Segurança Pública de Alagoas, durante o governo de Renan Filho (MDB). O parlamentar é um dos defensores da urgência para o projeto de anistia aos golpistas de 8 de Janeiro.

A proposta de suspensão da ação penal se baseia na Emenda Constitucional nº 35, de 2001, que estabelece condições para partidos solicitarem a interrupção de ações penais contra congressistas. Para que a ação seja trancada, é necessário o apoio de, no mínimo, 257 dos 513 deputados.

Ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem virou réu no STF sob acusação de integrar uma organização criminosa que tentou o golpe de Estado. Após o recebimento da denúncia, o STF notificou o Congresso devido à condição de parlamentar de Ramagem.

Gaspar afirmou que emitirá um parecer técnico e criterioso sobre o texto, reconhecendo o peso político da matéria. A análise da proposta na CCJ terá prazo de 45 dias, podendo seguir para o plenário da Casa. O Parlamento não tem poder de sustar o processo, mas uma decisão favorável poderia beneficiar outros réus.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Ramagem ao STF, alegando que ele atuou para desacreditar o sistema eletrônico de votação e divulgou notícias falsas a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ramagem chefiou a Abin entre 2019 e 2022.

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