O vereador Wladimir Canuto, de Felício dos Santos (MG), foi cassado por quebra de decoro parlamentar após invadir uma Unidade Básica de Saúde durante um atendimento de emergência, onde um idoso de 93 anos faleceu durante um procedimento cardíaco. Durante a invasão, Canuto teria agredido uma funcionária e feito ataques verbais a outros servidores. Ele nega as acusações e diz que estava apenas fiscalizando o atendimento. A médica que atendia o paciente, Larissa Vieira, contestou a versão do vereador, expressando sua indignação pela invasão em um momento crítico. Canuto anunciou que irá recorrer da decisão judicialmente, enquanto o caso gerou grande repercussão na cidade e levantou questões sobre a conduta de políticos em serviços de saúde.
Vereador é cassado após invasão em UBS e morte de paciente em MG
O vereador Wladimir Canuto, do município de Felício dos Santos (MG), foi cassado por quebra de decoro parlamentar. A decisão ocorreu após o político invadir a Sala Vermelha de uma Unidade Básica de Saúde, em fevereiro, durante um atendimento de emergência. A invasão coincidiu com a morte de um paciente de 93 anos que passava por um procedimento cardíaco.
Durante a ação, Canuto teria proferido ataques verbais contra servidores públicos e agredido fisicamente uma trabalhadora. A cassação do mandato foi decidida pelos vereadores da cidade na última quinta-feira, 17.
O político nega as acusações e afirma que sua intenção era fiscalizar o atendimento na UBS. “Fui ao centro de saúde investigar porque a fila não andava. Mas distorceram tudo porque querem me calar”, declarou em suas redes sociais.
A versão do vereador foi contestada pela médica que atendia o paciente. Larissa Vieira relatou sua indignação com a invasão durante um procedimento de alta complexidade. “Como médica, expresso minha completa indignação com a sala invadida em um momento que exigia total atenção no meu paciente”, escreveu.
Canuto informou que irá recorrer da decisão judicialmente. “Vamos aguardar o resultado final da Justiça”, afirmou o ex-vereador. O caso gerou grande repercussão na cidade e levantou questionamentos sobre a conduta de agentes públicos em serviços de saúde.
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