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Cardeal acusado de encobrir abusos sexuais participa de cerimônias do Papa Francisco

Roger Mahony, arcebispo emérito de Los Angeles, gera polêmica ao ser listado para cerimônias do Papa Francisco, apesar de seu histórico de encobrimento de abusos.

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Roger Mahony, ex-arcebispo de Los Angeles, foi listado como participante nas cerimônias de lacração do caixão e sepultamento do Papa Francisco, o que gerou polêmica devido às acusações de encobrimento de abusos sexuais de menores. Mahony, que se aposentou em 2011 e perdeu funções na arquidiocese em 2013, é considerado um cardeal sênior. Sua presença em eventos papais já havia sido contestada antes, como em 2013, quando uma petição pedia que ele não participasse do conclave que elegeu o Papa Francisco. O escândalo de abusos na arquidiocese resultou em indenizações de mais de R$ 8 bilhões a vítimas, e Mahony já pediu desculpas por sua gestão. A Arquidiocese de Los Angeles afirmou que sua participação nas cerimônias é uma bênção e que ele continua em comunhão com a Igreja.

Roger Mahony, arcebispo emérito de Los Angeles, foi listado como participante oficial nas cerimônias de lacração do caixão e sepultamento do Papa Francisco. A inclusão de Mahony, acusado de encobrir casos de abuso sexual de menores, gerou controvérsia. Ele faz parte de um grupo de nove cardeais e alguns padres e bispos que participarão dos ritos na Basílica de Santa Maria Maior.

Mahony, de 89 anos, aposentou-se como arcebispo em 2011 e foi dispensado de suas funções na arquidiocese em 2013. Apesar disso, ele é listado como “cardeal-presbítero”, uma posição sênior no Colégio dos Cardeais. Outros cardeais presentes incluem Giovanni Battista Re, decano do Colégio, e Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano.

A participação de Mahony em eventos papais já havia gerado polêmica anteriormente. Em 2013, uma petição foi assinada em Los Angeles pedindo que ele não participasse do conclave que elegeu o Papa Francisco. Na época, Mahony havia sido proibido de falar em público e teve algumas de suas prerrogativas como bispo retiradas.

O escândalo de abuso sexual clerical na arquidiocese de Los Angeles resultou em indenizações históricas, totalizando mais de R$ 8 bilhões a vítimas. Mahony pediu desculpas pela forma como lidou com os casos de abuso, reconhecendo erros em sua gestão. A Arquidiocese de Los Angeles descreveu sua participação nas cerimônias como uma bênção, afirmando que ele continua em comunhão com a Igreja.

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