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Câmara Municipal reduz participação popular em evento e gera descontentamento em Parelheiros

Câmara Municipal de São Paulo reconhece falhas na segunda edição do "Câmara na Rua" e promete mudanças para garantir voz a mais cidadãos.

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A segunda edição do evento “Câmara na Rua”, promovido pela Câmara Municipal de São Paulo, aconteceu no último sábado no CEU Parelheiros. O objetivo era ouvir a população, mas apenas trinta moradores puderam participar, pois a seleção foi feita por sorteio, deixando muitos sem a chance de se manifestar. Antes do início, moradores formaram fila, mas a organização reduziu as vagas de setenta e cinco para trinta, gerando frustração. A vereadora Silvão Leite disse que a escolha foi “democrática”, mas muitos acharam injusto. A Câmara também foi criticada por dedicar apenas duas horas ao tribunal popular, enquanto duas horas foram para uma feira de exposições, limitando o tempo de fala dos moradores. A presença de vereadores foi baixa, com apenas dezoito dos cinquenta e cinco comparecendo, e o presidente da Câmara, Ricardo Teixeira, minimizou a ausência. Ele reconheceu as falhas na organização e prometeu melhorias para futuras edições, como priorizar a ordem de chegada para as falas. O próximo evento será em Perus, com a expectativa de mais participação popular.

A segunda edição do “Câmara na Rua”, evento da Câmara Municipal de São Paulo, ocorreu no último sábado no CEU Parelheiros, com o objetivo de ouvir a população. O evento atraiu muitos moradores, mas apenas trinta puderam participar, devido a um sorteio que deixou dezenas sem voz.

Antes das 8h, moradores já formavam fila para garantir a participação. A organização, no entanto, reduziu o número de vagas de setenta e cinco para trinta, frustrando aqueles que se inscreveram. O vereador Silvão Leite (União Brasil) explicou que a escolha seria feita de forma “democrática”, mas muitos consideraram a decisão injusta. Jaciara Rodrigues, uma das inscritas, lamentou: “É muito injusto isso, escolher as pessoas por sorteio”.

Organização criticada

A Câmara Municipal também foi criticada pela destinação de duas horas para uma feira de exposições e apenas duas horas para o tribunal popular, o que limitou o tempo de fala dos moradores. Marina Sierra de Camargo, que levou a filha, expressou descontentamento: “Se soubesse que teria de contar com a sorte para participar, nem teria vindo”.

A presença de vereadores foi baixa, com apenas dezoito dos cinquenta e cinco parlamentares comparecendo. O presidente da Câmara, Ricardo Teixeira (União Brasil), minimizou a ausência, citando compromissos e a distância de Parelheiros do centro. O quórum caiu ao longo do evento, com alguns vereadores saindo antes do término.

Mudanças prometidas

Teixeira reconheceu as falhas na organização e anunciou mudanças para futuras edições, incluindo a redução do tempo da feira e a possibilidade de priorizar a ordem de chegada para a fala dos moradores. O próximo evento ocorrerá em Perus, no extremo norte da cidade, com a expectativa de melhorias na participação popular.

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