A ministra Gleisi Hoffmann defendeu Luiz Inácio Lula da Silva após comparações feitas por parlamentares da oposição entre Lula e Fernando Collor de Mello, que foi preso por corrupção e lavagem de dinheiro. Gleisi afirmou que Collor é culpado, enquanto Lula sempre foi inocente. Ela destacou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem provas contra Collor, mas as condenações de Lula foram anuladas porque o juiz que o julgou não tinha competência. Gleisi também disse que Lula foi preso ilegalmente e que não havia provas de crimes em suas contas. Ao final, criticou o uso político das decisões judiciais, mencionando Jair Bolsonaro e Sergio Moro, em resposta a ataques de parlamentares bolsonaristas.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste sábado (27) após comparações feitas por parlamentares da oposição entre Lula e o ex-presidente Fernando Collor de Mello. Collor foi preso na última sexta-feira (26) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, enquanto as condenações de Lula foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Gleisi Hoffmann criticou a associação entre os dois casos, afirmando que “o primeiro (Collor) é culpado das acusações, e Lula sempre foi inocente.” Ela destacou que o STF possui provas concretas contra Collor, como recibos de propina e valores em contas bancárias. Em sua defesa, a ministra lembrou que Lula foi solto após o STF rever a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.
A ministra também ressaltou que as condenações de Lula foram anuladas porque a 13ª Vara Federal de Curitiba, sob o comando do ex-juiz Sergio Moro, não tinha competência legal para julgá-lo. “Lula havia sido preso ilegalmente por ordem de um ex-juiz parcial, que não encontrou um centavo de origem ilegal em suas contas,” afirmou Gleisi, referindo-se a uma suposta armação política.
Ao final de sua publicação, a ministra criticou o uso político das decisões judiciais, afirmando que “Justiça não se faz com manipulações oportunistas.” Ela mencionou nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro e Sergio Moro, em resposta às ironias de parlamentares bolsonaristas que utilizam a prisão de Collor para atacar Lula e o STF.
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