O Quartel do 2º Batalhão de Guardas, em São Paulo, está em estado de degradação e abandono, com entulho e deterioração visíveis. O governo de São Paulo planeja reformar o quartel e construir 1.231 unidades habitacionais nas proximidades, buscando revitalizar a área. No entanto, especialistas criticam a ideia de construir prédios altos, sugerindo que moradias para baixa renda deveriam ser mais baixas e acessíveis. O Condephaat, que cuida do patrimônio histórico, está acompanhando o projeto, que deve respeitar as características do quartel. Ex-soldados que serviram no local também pedem a recuperação do espaço, destacando sua importância histórica e para a segurança da região. O futuro do quartel e da área ao redor ainda é incerto, mas há esperança por mudanças.
O Quartel do 2º Batalhão de Guardas, localizado no Parque Dom Pedro II, em São Paulo, enfrenta um estado de degradação e abandono. O prédio histórico, que remonta a 1842, tem seus arcos e pátios cobertos por entulho e deterioração, agravados pela pandemia e pelo aumento de moradores de rua na região.
O governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), planeja reformar o quartel e construir 1.231 unidades habitacionais nas proximidades. A proposta visa requalificar o centro da cidade, que inclui a transferência da sede do governo estadual para os Campos Elíseos. No entanto, especialistas questionam a viabilidade do projeto, sugerindo que moradias para baixa renda deveriam ser mais horizontais, com até cinco andares.
O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) acompanha as discussões sobre a reforma, que deve ser aprovada devido ao tombamento do imóvel. O restauro deve seguir um projeto arquitetônico especializado, respeitando as características da edificação. O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade (Conpresp) também não vê impedimentos para a recuperação.
José Geraldo Simões Junior, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie, expressa preocupações sobre o projeto atual, que prevê torres de apartamentos de até 40 andares. Ele argumenta que a solução para a moradia de baixa renda não deve ser por meio de grandes prédios, mas sim por construções mais baixas e gerenciáveis.
Um grupo de ex-soldados, que serviu no quartel entre as décadas de 1960 e 1990, também clama pela revitalização do local. Cloves Roque Xavier, um dos reservistas, destaca que a recuperação do espaço é essencial para a história do Brasil e para a segurança da região. O futuro do quartel e do entorno permanece incerto, mas a expectativa por uma transformação é palpável.
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