A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal mais sessenta dias para concluir a investigação sobre Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, acusado de importunação sexual. A prorrogação foi solicitada após a licença médica de uma das delegadas atrasar o processo. O ministro André Mendonça, que é o relator do caso, vai ouvir a Procuradoria-Geral da República antes de decidir. Almeida já se defendeu das acusações, que envolvem várias vítimas, incluindo a ministra Anielle Franco. A investigação é sigilosa para proteger a identidade das vítimas. Mendonça também atendeu ao pedido de Almeida para repetir os depoimentos de suas testemunhas, que não foram gravados em áudio e vídeo, pois a defesa argumentou que isso prejudica o processo. Almeida se mostrou insatisfeito com o tratamento recebido durante o inquérito e criticou a ONG Me Too Brasil. As denúncias contra ele começaram a ser divulgadas em setembro do ano passado, e a investigação já possui elementos que podem levar a uma denúncia formal. A decisão final ficará a cargo da Procuradoria após a conclusão do relatório da Polícia Federal.
A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação do inquérito que investiga o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, por suspeitas de importunação sexual. A delegada responsável pediu mais sessenta dias para concluir as investigações após ouvir Almeida. A expectativa inicial era de que o inquérito fosse finalizado neste mês, mas a licença médica de uma das delegadas atrasou o processo.
O ministro André Mendonça, relator do caso, deve ouvir a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a prorrogação. Almeida já foi ouvido e nega as acusações, que incluem relatos de várias vítimas, entre elas a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. A investigação tramita sob sigilo, preservando a identidade das vítimas.
Pedido de Repetição de Depoimentos
Mendonça atendeu ao pedido de Almeida para que a Polícia Federal repita os depoimentos de suas testemunhas de defesa, que não foram gravados em áudio e vídeo. A defesa argumentou que a falta de registro audiovisual compromete a isonomia do processo. O ministro concordou que a gravação é essencial para garantir a integridade das declarações.
Almeida expressou indignação em relação ao tratamento recebido durante o inquérito, mencionando que uma escrivã o chamou de “filho da p…”. Ele criticou a ONG Me Too Brasil, afirmando que a organização não realiza verificação de fatos e desrespeita a autoridade policial. As denúncias contra Almeida foram divulgadas em reportagens a partir de setembro do ano passado.
A investigação já apresenta elementos considerados robustos, suficientes para embasar uma possível denúncia por importunação sexual. A análise final caberá à PGR, após a conclusão do relatório da Polícia Federal.
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