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Maria Rita Kehl provoca polêmica ao criticar movimentos identitários em entrevista

Maria Rita Kehl provoca debate ao criticar movimentos identitários e associar violência a corpos negros, reavivando polêmicas sobre seu legado familiar.

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Maria Rita Kehl, psicanalista e neta de um defensor da eugenia no Brasil, gerou polêmica ao criticar movimentos identitários, afirmando que eles paralisam o diálogo e associando a violência a corpos negros. Em uma entrevista, ela disse que as reivindicações desses movimentos são “nichos narcísicos” e que, como mulher branca e de classe média, poderia criticar um negro se ele estivesse agredindo seu filho. Suas declarações provocaram reações diversas, com críticos ligando sua opinião ao legado de supremacismo de seu avô, enquanto defensores lembraram seu trabalho progressista. Kehl também sugeriu que o termo “identitarismo” fosse substituído por “identificação” para permitir que todos se conectem com as demandas sociais. Ela defendeu a união em torno de interesses comuns, mas reconheceu que não poderia falar sobre questões fora do seu “lugar de fala”. A discussão sobre sua posição não é nova; em 2020, ela já havia se manifestado contra o cancelamento como uma forma de diálogo. A crítica ao identitarismo, embora compartilhada por alguns, é vista por outros como uma forma de desviar o foco das questões sociais mais amplas. A conversa sobre identitarismo no Brasil é recente e envolve a luta por direitos de minorias, mas também levanta debates sobre como essas pautas são percebidas e discutidas na sociedade.

Maria Rita Kehl, psicanalista e neta de um defensor da eugenia no Brasil, gerou polêmica ao afirmar que movimentos identitários estagnaram o diálogo e associar a violência a corpos negros. As declarações foram feitas em entrevista à TV Brasil, onde Kehl criticou as reivindicações desses movimentos, chamando-as de “nichos narcísicos”.

A psicanalista, que tem um histórico de críticas a movimentos sociais, exemplificou sua visão ao afirmar que uma mulher branca de classe média pode criticar um negro se este estiver cometendo violência. Essa afirmação provocou reações intensas. Críticos, como o educador antirracista Levi Kaique Ferreira, argumentaram que suas palavras tentam barrar o avanço das lutas sociais. Por outro lado, defensores de Kehl destacaram sua trajetória progressista, incluindo sua atuação na Comissão Nacional da Verdade.

Kehl também sugeriu que o termo “identitarismo” fosse substituído por “identificação”, permitindo que pessoas fora de grupos minoritários se identifiquem com suas demandas. Ela defendeu a união em torno de interesses comuns, embora tenha reconhecido limitações em seu “lugar de fala”. Em resposta às críticas, a psicanalista admitiu não ter grandes reflexões sobre o tema, mas reiterou sua posição de que o cancelamento é oposto ao diálogo.

A repercussão das declarações de Kehl não se limitou a sua história familiar. Especialistas, como o professor de antropologia Rodrigo Toniol, alertaram que a polarização pode levar à autoimplosão da esquerda. O psicanalista Douglas Barros concordou com a análise de Kehl, mas criticou a associação entre negros e violência, reforçando estereótipos prejudiciais.

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