A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a ONU e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos após receber um novo visto dos Estados Unidos que a identificava como masculino, o que a fez desistir de uma viagem à Brazil Conference em Harvard. Hilton explicou que, como parlamentar brasileira, tem o direito de ter sua identidade e documentação respeitadas. Ela contou com o apoio de mais de 150 entidades parlamentares do Brasil e da América. A deputada destacou que existem acordos internacionais que garantem os direitos de pessoas trans e criticou os EUA por desrespeitar esses acordos e a inviolabilidade diplomática de representantes estrangeiros. O visto anterior, emitido em 2023 durante o governo de Joe Biden, reconhecia Hilton como mulher, mas o novo documento alterou essa identificação.
Após ser identificada como masculino em um novo visto dos Estados Unidos, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A parlamentar desistiu de participar da Brazil Conference em Harvard devido à alteração em sua documentação, que não respeitou sua identidade de gênero.
Hilton, que teve seu gênero reconhecido como feminino em um visto anterior, expedido durante o governo de Joe Biden, expressou sua indignação em uma publicação no Instagram. Ela afirmou que é seu direito, como parlamentar brasileira, ter sua identidade e documentação respeitadas em missões oficiais. A deputada destacou que conta com o apoio de mais de 150 entidades parlamentares do Brasil e da América.
A parlamentar ressaltou a existência de acordos internacionais que garantem os direitos de pessoas trans. “Se os EUA quiserem desrespeitar esses acordos e a inviolabilidade diplomática de representantes estrangeiros, que assumam isso abertamente”, afirmou Hilton. O novo visto, que levou à sua desistência da viagem, foi emitido em meados de abril de 2025.
Entre na conversa da comunidade