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México e EUA discutem controle de armas em meio à crise do tráfico de drogas

Claudia Sheinbaum, presidente do México, coloca o tráfico de armas na agenda política com os EUA, buscando controle em resposta a tarifas de Trump.

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Claudia Sheinbaum, presidente do México, está colocando o tráfico de armas na agenda política com os Estados Unidos. Isso acontece após Donald Trump ameaçar impor tarifas ao México para controlar o tráfico de drogas. Sheinbaum quer que os EUA também controlem o tráfico de armas, já que a maioria das armas usadas por cartéis mexicanos vem dos Estados Unidos. Nos últimos 15 anos, cerca de três milhões de armas foram enviadas do EUA para o México. O tráfico de armas e drogas é parte de um mesmo problema que gera muita violência na América Latina, onde a maioria dos homicídios é causada por armas de fogo. A presença de armas americanas é alta em países como o México e o Caribe, e a venda legal de armas nos EUA facilita o acesso a traficantes. Embora novas regras tenham sido implementadas para verificar antecedentes de compradores, os traficantes ainda encontram maneiras de adquirir armas. O México e países caribenhos processaram fabricantes de armas dos EUA, alegando que eles ajudam a fortalecer organizações criminosas. Sheinbaum está tentando transformar essa questão em um ponto de negociação com os EUA, ao invés de apenas um problema judicial.

O tráfico de armas entre os Estados Unidos e o México ganhou destaque na agenda política, após a presidente do México, Claudia Sheinbaum, exigir que o controle de armas seja parte das negociações com os EUA. A demanda surgiu em resposta às tarifas propostas pelo ex-presidente Donald Trump, que buscava um controle mais rigoroso sobre o tráfico de drogas na fronteira.

Nos últimos quinze anos, estima-se que três milhões de armas tenham sido enviadas dos EUA para cartéis mexicanos. O fluxo de drogas e armas entre as duas nações forma um ecossistema de violência. Cerca de 70% das armas recuperadas pela polícia no México são fabricadas nos Estados Unidos. Essa situação contribui para que a América Latina e o Caribe sejam as regiões mais violentas do mundo, com um terço dos homicídios globais ocorrendo lá.

A presidente Sheinbaum destacou que as armas americanas são essenciais para o fortalecimento de grupos criminosos. “Pedimos aos Estados Unidos que também ajudassem nosso país a impedir o tráfico de armas”, afirmou durante uma coletiva de imprensa. O governo mexicano já move ações judiciais contra fabricantes de armas dos EUA, alegando que eles facilitam o tráfico e fortalecem organizações criminosas.

Estudos indicam que a maioria dos traficantes de armas nos EUA é composta por homens brancos, refletindo o acesso quase irrestrito ao mercado de armas. Mesmo com a nova legislação que exige verificação de antecedentes, os traficantes ainda encontram brechas para operar. O comércio ilegal de armas alimenta a violência, especialmente em países caribenhos, onde 98% das armas em circulação são de origem americana.

A pressão política do México para incluir o controle de armas nas negociações com os EUA representa uma mudança significativa na abordagem do problema. “Isso não é um tema secundário, mas um problema político”, afirmou Elizabeth Dickinson, especialista em narcotráfico. A eficácia dessa nova estratégia ainda será avaliada, mas a inclusão do tráfico de armas nas discussões diplomáticas pode impactar o cenário de violência na região.

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