- Trump participou de evento no Jardim das Rosas para celebrar o Dia Nacional da Oração, com assinatura de decreto que cria a Comissão de Liberdade Religiosa.
- A comissão reunirá funcionários federais, representantes de religiões diversas e especialistas para assessorar políticas de liberdade religiosa e ações executivas ou legislativas.
- Foi anunciada a Secretaria para Assuntos da Fé Cristã, vinculada ao Conselho de Política Doméstica, com Paula White-Cain recebendo a chefia da pasta.
- A secretaria deve facilitar o acesso de organizações religiosas a editais federais de financiamento e apoiar igrejas que prestam serviços comunitários.
- O movimento é visto como fortalecimento da base cristã conservadora na política norte-americana, mas levanta debate sobre separação entre igreja e estado.
Nesta quinta-feira, Trump, líderes religiosos e membros do governo reuniram-se no Jardim das Rosas da Casa Branca para o Dia Nacional da Oração. O encontro apresentou canções de louvores e uma cerimônia pública com participação de Paula White-Cain e outros líderes religiosos. O presidente assinou um decreto criando a Comissão de Liberdade Religiosa, ligada ao Conselho de Política Doméstica.
A comissão terá a função de aconselhar sobre políticas de liberdade religiosa e indicar ações executivas ou legislativas para protegê-la. A Casa Branca afirmou que membros federais, representantes de religiões diversas e especialistas compõem a organização. A cerimônia visou ampliar a presença de valores religiosos na política pública.
Entre as medidas, a secretaria criada em fevereiro para assuntos da fé cristã terá papel central. A pasta busca facilitar o acesso de organizações religiosas a editais de financiamento federal, ampliando serviços sociais prestados por igrejas.
Secretaria para Assuntos da Fé Cristã
Paula White-Cain, nomeada para chefiar a secretaria, já liderou iniciativas semelhantes no governo anterior. O objetivo citado é tornar a fé um canal direto entre igrejas e o poder público, com foco em comunidades atendidas por organizações religiosas.
Segundo Trump, a criação da secretaria fortalece a liberdade religiosa e a centralidade da fé na vida americana. A medida foi apresentada como parte de uma estratégia de mobilizar a base cristã conservadora, que apoiou o retorno do republicano ao poder.
Debate sobre Separação Igreja e Estado
Especialistas destacam que a aproximação entre governo e religião pode exigir cuidado com a laicidade prevista pela Primeira Emenda. Críticos alertam para o risco de favoritismo religioso e para possíveis impactos sobre cidadãos de outras crenças.
Entidades que defendem a separação entre Igreja e Estado criticaram a ampliação da influência religiosa na política pública. Ainda assim, apoiadores afirmam ter respaldo popular e veem a medida como garantia de maior proteção à liberdade religiosa.
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